O professor deveria ter mais tempo para a pesquisa

    daliana OKApesar de estar no Distrito Federal há pouco tempo, a professora Daliana Antônio, que leciona no Centro Educacional 06 do Gama, já consegue fazer um panorama da educação no DF. “Eu vim do Paraná e afirmo que claramente o Distrito Federal tem mais acesso a verbas para a educação, a estrutura daqui é melhor, além de termos uma carga horária mais flexível para a regência”, diz.
    Ela considera o modelo para lecionar engessado, “medieval” (como afirmou), mas observa que a cada dia há um maior envolvimento da comunidade escolar na rotina das ações pedagógicas. “É importantíssimo estimular o protagonismo juvenil”, aponta.
    Daliana crê que falta apoio para que o(a) professor(a) possa investir na carreira. “Necessitamos de mais cursos de formação, um tempo para expressarmos nossos interesses, como as artes, para a pesquisa. Nosso tempo de trabalho não é valorizado como deveria”, assinala.
    Em relação ao futuro, a professora confessa que não está muito a par destas questões, mas é otimista. “Os recursos que virão do pré-sal e as discussões do PNE e trarão pontos positivos para a educação. Dinheiro nunca vai ser demais para a educação. Se a comunidade escolar está participando ativamente desta construção, é um bom sinal”, afirma.
    Professora: Daliana Antônio
    Centro Educacional 06 do Gama
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