Por administrador em 30/set/2014

Carreira docente no Governo do Distrito Federal deve ser mais valorizada



Joao Sergio Macedo - Dia 6O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) comprovou, este ano, aumento na qualidade da educação do país e, nesse ranking, a educação pública do Distrito Federal sobressaiu, ficando acima da média nacional. Essa situação de avanço no setor de educação é percebida pelo professorado, que reconhece, em algumas políticas públicas adotadas recentemente, as reivindicações históricas da categoria.

“Percebo que a situação do professor nunca foi das mais privilegiadas ao longo da história. No entanto, não podemos deixar de reconhecer que, pelo menos no DF, temos uma realidade bem melhor do que a dos(as) trabalhadores(as) das outras unidades da Federação, graças a persistência, mobilização e luta da categoria”, admite João Sérgio Macedo Salgado, professor de Psicologia com redefinição de área para Psicologia Escolar.

Atuante nas Equipes Especializadas de Apoio à Aprendizagem (EEAA), na Escola do Parque da Cidade (PROEM), o professor considera como avanço mais significativo, em termos pedagógicos, a jornada ampliada, que possibilita aos professores tempo para planejar, organizar e operacionalizar sua prática em sala de aula. Para ele, as conquistas da categoria são processuais e ao longo das lutas vão se constituindo em um somatório. “São resultados dos esforços de sucessivas gerações que foram para as ruas lutar pelos seus direitos, e este movimento não pode nunca parar”, disse.

Os(as) docentes, no entanto, querem mais mudanças. A valorização é uma das reivindicações mais pleiteadas. No entendimento de João Sérgio, apesar das conquistas, a carreira necessita ser ainda mais valorizada tanto no aspecto financeiro como nas benfeitorias. É uma categoria que tem, hoje, uma média de idade mais elevada e, por isso, necessita, principalmente, de um plano de saúde mais compatível que possa lhe atender melhor e dar uma maior tranquilidade para exercer seu trabalho.

“Necessitamos não só de um plano de carreira compatível, mas também de uma estrutura pedagógica, física e arquitetônica que atenda, de fato, aos professores e aos alunos, sempre na perspectiva de um desenvolvimento mais significativo para ambos”. Para ele, a permanência na carreira depende de uma maior valorização dos(as) trabalhadores(as) em educação e também da motivação subjetiva e comprometimento de cada um.

Ele é um dos docentes que acreditam em novas mudanças resultantes das transformações pelas quais tem passado o país. João Sérgio avalia que os 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e pré-sal, sem dúvidas, são as maiores conquistas da educação. “O Estado terá um aporte financeiro substancial e poderá se programar para atender com qualidade a grande parte da demanda reprimida ao longo dos tempos. Na educação, não podemos permitir retrocesso nesta conquista, pois tem segmentos políticos não comprometidos com a educação que sonham em se apropriar destes recursos”.

 

Professor: João Sérgio Macedo Salgado
Centro de Ensino Fundamental 1 Planalto

 

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