GDF se omite, mas a educação cumpre seu papel. Escolas, orientem o uso de máscaras!

O governador Ibaneis Rocha decidiu não retomar a obrigatoriedade do uso de máscaras. Nos últimos dias, o Distrito Federal vem enfrentando uma onda crescente de contágio, com mais de 2 mil novos casos diários há 4 dias, e tendo confirmado quase 3 mil novos casos nesta quinta-feira (2) – quando a taxa de transmissibilidade atingiu 1,46. Quando o índice está acima de 1, significa que a pandemia está em expansão.

Com aumento de casos e a alta na taxa de transmissão do vírus, a Secretaria de Saúde orientou que o DF tomasse as iniciativas correspondentes a um local de alto risco, conforme apontam os últimos números da pandemia na capital federal. Uma dessas iniciativas seria a retomada do uso de máscaras de proteção em locais fechados ou aglomerados. No entanto, Ibaneis disse que “por enquanto a medida não é necessária”.

>>> Saiba mais: Ibaneis ignora SES e não retoma uso de máscaras no DF 

A máscara de proteção é um aliado fundamental para controlar a circulação do vírus. A ciência já comprovou que o uso correto das máscaras – cobrindo inteiramente nariz e boca – evita o contágio, mais ainda se combinado com outros mecanismos, como o distanciamento social, a ventilação dos espaços e a testagem em massa.

As salas de aula são espaços que favorecem muito a transmissão, por reunir grande quantidade de pessoas em local fechado. Mesmo com janelas e portas abertas – o que não necessariamente é possível para boa parte das escolas -, é importante manter o uso de máscaras de proteção! A variante ômicron, que vinha predominando no Brasil, é ainda mais transmissível que as cepas anteriores, e todo obstáculo que se impuser à sua circulação será de fundamental importância para controlar a disseminação do vírus.

Portanto, já que o governador Ibaneis não assume sua responsabilidade diante do risco iminente que a pandemia no DF tem representado, é importante que as escolas promovam a conscientização, e protejam o máximo possível os membros da comunidade escolar. A diretoria colegiada do Sinpro sugere que as escolas orientem o uso de máscaras por todos, assim como a correta higienização das mãos, a ventilação adequada dos ambientes – salas de aula e salas de professores, por exemplo -, além de buscar garantir o distanciamento social tanto quanto for possível.

Da mesma forma, é importante que as escolas incentivem a vacinação de profissionais da educação (a segunda dose de reforço – ou “quarta dose” já está disponível para pessoas com mais de 50 anos) e de estudantes. Crianças e adolescentes acima de 12 anos já devem ter seu esquema vacinal completo, e a dose de reforço está disponível.

O Sinpro disponibiliza materiais informativos para contribuir com esse processo. Cartazes para serem expostos nas salas de aula, banheiros e áreas comuns da escola, fortalecendo os métodos de prevenção do contágio. Solicite os materiais para os diretores do Sinpro da sua regional. [link para diretoria]

>>> Veja os cartazes e placas confeccionados pelo Sinpro aqui: O papel da escola no estímulo à vacinação 

Situação do DF na pandemia

O Distrito Federal registrou 5,54% de todos os novos casos de covid-19 do país na quarta-feira (1). De acordo com dados do Ministério da Saúde, nessa data, o DF foi a sétima unidade da federação com mais casos em números absolutos, porém, como tem apenas 3 milhões de habitantes, proporcionalmente, a capital federal foi a que mais registrou casos em todo o Brasil no primeiro dia de junho.

De acordo com o boletim semanal da Codeplan (Companhia de Planejamento do Distrito Federal), divulgado na última terça, 31, entre os dias 23 e 30 de maio o DF registrou um aumento de 127,63% do número de novos casos em relação à semana anterior.

O Sinpro enviou na manhã de quinta-feira, 02, mais um ofício à Secretaria de Educação solicitando reunião de emergência com a secretaria para discutir a questão do aumento dos casos de Covid nos ambientes da rede pública distrital de educação. O sindicato ainda não obteve retorno da secretaria.

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