Reafirmamos a necessidade do isolamento social e a defesa da vida

CADA VIDA IMPORTA!!! É com esse entendimento que a CUT DF vem reafirmar a necessidade de prevenção e isolamento social da população para evitar a contaminação e a disseminação da COVID-19, que vem matando diariamente centenas de pessoas no Brasil. Essas recomendações já foram amplamente divulgadas por especialistas e profissionais da saúde do mundo inteiro e precisam ser seguidas pelas nossas autoridades e pela população em geral.

A CUT DF mantém-se na defesa da política do isolamento social e da manutenção das restrições de funcionamento do comércio em geral neste momento em que os números de contaminação por coronavírus estão aumentando. Vimos com preocupação a declaração do governador, Ibaneis Rocha, de reabrir todo o comércio do DF até o dia 3 de maio, flexibilizando as medidas de isolamento. A pressão exercida pelos empresários para a reabertura do comércio e o interesse exclusivo nos lucros não podem se sobrepor à vida e à saúde dos trabalhadores, que são os mais prejudicados nesses tempos de pandemia com a retirada de direitos e com o fantasma do desemprego que os assolam diariamente.

Para a CUT DF, a prioridade deve ser a sanção imediata da lei que cria um programa de renda mínima durante a pandemia do coronavírus, aprovada pela Câmara Legislativa do DF no último dia 15, e providenciar de maneira imediata o pagamento desse auxílio às famílias de baixa renda. Essa lei vai beneficiar famílias que sofrem com a falta de renda e de trabalho no DF, local em que a cesta alimentar básica é a mais cara do Brasil, segundo o DIEESE.

Para além do programa de renda mínima, é fundamental que o governo do Distrito Federal garanta o emprego dos trabalhadores e trabalhadoras do comércio, criando linhas de crédito que garantam o pagamento das folhas de empregados(as), tendo como contrapartida o compromisso das empresas em não demitir.

A CUT entende que, para enfrentar esse momento crítico pelo qual passa o Brasil, mais do que nunca é necessária a revogação da EC 95/2016, que congela os investimentos em saúde e educação; o fim do contingenciamento dos recursos que deveriam ter sido repassados à ciência e à tecnologia; a imediata taxação das grandes fortunas para aumentar o investimento público, garantindo transferência de renda para salvar vidas de quem mas precisa; a defesa dos serviços públicos que são fundamentais, principalmente, para a parcela mais pobre desse país; e a defesa intransigente do Sistema Único de Saúde – SUS, que neste momento de pandemia deixou evidente o tamanho da sua importância para o Brasil e para a sua população.

A CUT DF seguirá na defesa da vida, da classe trabalhadora, pautando-se pela solidariedade de classe e pela defesa dos serviços públicos, dos empregos, da renda, da saúde e da proteção social; contra todas as medidas que retirem direitos da classe trabalhadora.

O momento é grave, o risco é iminente e a proteção de cada uma e cada uma ainda é a melhor forma de não deixar a COVID-19 avançar e ceifar vidas.

Diretoria da CUT DF

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