Paralisação da contrarreforma da Previdência. Dá para confiar?

Desde ontem à noite, a contrarreforma da Previdência não está mais tramitando no Congresso Nacional. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, afirmou que a discussão e a votação de todas as Propostas de Emenda à Constituição (PEC) estão paralisadas enquanto durar a intervenção federal no estado do Rio de Janeiro. De acordo com o decreto 9.288/18, a intervenção seguirá até 31 de dezembro próximo.
Porém, Eunício não descartou a possibilidade de que, passadas as eleições de outubro, o assunto volte à pauta. Isso sugere que esses parlamentares não querem ser eliminados do Congresso nas eleições, mas passado esse período, voltar com esta agenda negativa. Em outras palavras, já é hora de os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais saberem que tipo de agenda vão querer eleger em 2018.
A verdade é que o governo federal não sabe o que fazer desde o anúncio do dia 19 como data para votação da contrarreforma previdenciária. Várias vezes recuou e mesmo agora, com a intervenção, mostrava-se disposto a interrompê-la para votar a PEC na Câmara dos Deputados, caso tivesse os votos necessários.
Assim, apesar do período de intevenção, a categoria deve se manter atenta às convocações do Sinpro porque entre as manobras sujas, assim como tem sido todo o elenco de atividades do golpe, poderemos ter uma data-surpresa de votação da reforma da Previdência.
A CUT, a CNTE e o Sinpro reafirmam seu compromisso de monitor o andamento dessa matéria. E isso faz todo o sentido. Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a resistência e a mobilização da classe trabalhadora e de toda a sociedade ao fim da aposentadoria para milhões de brasileiros foram fundamentais para a suspensão da votação, mas, no caso de um governo golpista, é preciso ficar sempre alerta. “É uma vitória momentânea e a mobilização não pode parar. A qualquer momento eles podem dar mais um golpe e tentar aprovar o fim da Previdência pública”, alertou Vagner.
“Mais uma vez o governo recuou e estendeu uma cortina de fumaça, colocando o exército contra o povo no Rio de Janeiro. Nós dizemos não à reforma da Previdência e à intervenção militar, e vamos eleger um presidente legítimo, porque esse golpe que está arrancando direito da classe trabalhadora não será, e nunca foi, tolerado por nós”, complementou o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues.
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