Novo adiamento para votação da reforma da Previdência dá mais tempo para pressionar senadores

A votação da reforma da Previdência, que seria feita no último dia 24, ficou para a primeira semana de outubro. Nessa terça (24), quando novamente houve a expectativa de votação da proposta, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde tramita a PEC 06/2019, anunciou que a apreciação do relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB/CE) será feita na próxima terça-feira, 1º de outubro. Já a votação da PEC pelo Plenário em primeiro turno deverá ser feita no dia seguinte, na quarta-feira, 2 de outubro.

O novo adiamento dá mais tempo para que a classe trabalhadora e a sociedade em geral pressionem os senadores e exijam que eles se posicionem contrários à reforma da Previdência. “O texto da reforma da Previdência que está no Senado mantém as injustiças vindas da Câmara dos Deputados, e segue na linha de continuar privilegiando quem sempre teve mais nesse país. Vamos pressionar os parlamentares. Vamos ligar para os senadores do DF, mandar email, mostrar que estamos de olho e que não vamos baixar a guarda”, afirma o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.

Outra forma de pressionar os senadores é pelo site Na Pressão, que dá acesso ao e-mail, whatsapp e redes sociais dos senadores de todos os estados. Para o presidente da CUT Brasília, o trabalho corpo a corpo, também é imprescindível. “Quem puder visitar diretamente os gabinetes dos senadores, fazer pressão nas galerias e outros espaços do Senado, também estará fazendo um importante trabalho”, diz Britto.

A PEC 06 no Senado

Relator da reforma da Previdência na CCJ do Senado, Tasso Jereissati rejeitou as 77 emendas apresentadas pela oposição, uma estratégia para que a proposta não retorne à Câmara dos Deputados. O senador manteve na PEC da reforma da Previdência pontos como o fim da aposentadoria por tempo de contribuição e a obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres se aposentarem. A maioria das propostas que ele fez amenizando o prejuízo dos brasileiros, como mudanças de regras para concessão de aposentadoria por invalidez e redução de 20 anos para 15 anos do tempo mínimo de contribuição para homens que ainda vão entrar no mercado de trabalho, foram colocados pelo em outra Proposta de Emenda à Constituição (PEC nº 133/2019), que está sendo chamada de PEC paralela, e precisa de 27 assinaturas para começar a tramitar no Senado.

Ato das centrais

Em função desses adiamentos e reviravoltas, as centrais sindicais se mantêm em estado de mobilização e vão se reunir para reorganizar o ato em Brasília contra a aprovação da reforma da Previdência.

Fonte: CUT Barsília, com CUT Nacional

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