Mais de 98.650 mil pessoas já morreram de Covid-19 no Brasil

País se aproxima das 100 mil vidas perdidas e quase 3 milhões de casos confirmados sem que o governo de Bolsonaro acorde para o drama nacional.

 

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Com média diária de mais de mil mortes por dia e de mais de 43 mil novos casos confirmados de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, o Brasil se aproxima rapidamente das 100 mil vidas perdidas e dos 3 milhões de casos da doença. E mais uma vez, em Brasília, na sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) tratou a tragédia que abala milhões de pessoas com o descaso com que tenta encobrir a omissão do seu governo. 

“A gente lamenta todas as mortes, vamos chegar a 100 mil, mas vamos tocar a vida e se safar desse problema”, disse Bolsonaro, ao lado do ministro interino da Saúde, o general Eduardo Pazuello.

Às 8hs da manhã desta sexta-feira (7), Dia Nacional de Luta pela Vida e pelo Emprego, organizado pela CUT e demais centrais sindicais, o total de brasileiros mortos em consequência das complicações da Covid-19 chegou a 98.650. Mais de 2.918.554 de casos foram conformados, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. A média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.038 óbitos, uma variação de -2% em relação aos dados registrados em 14 dias.

Todas as regiões do país têm estados que registraram aceleração na média móvel de mortes por Covid-19 nesta quinta-feira (6). A Região Norte foi a única a indicar queda (-26%) na variação dos últimos 14 dias.

Centro-Oeste (+7%), Nordeste (-13%) e Sudeste (-2%) tiveram mais um dia estabilidade em suas médias e o Sul (+30%), com os três estados em alta, seguiu a apresentar aceleração nos óbitos. O Brasil se manteve estável (oscilação de -3% em 14 dias) com média móvel de 1.038 mortes/dia na última semana.

Mortes nos estados

Sete estados registraram alta na média de mortes nos últimos 7 dias: PR, RS, SC, MG, MS, TO e RN.

Dez estados estão com as mortes por Covid-19 estabilizadas, ou seja, os números nem subiram nem caíram significativamente: SP, DF, GO, MT, AC, AM, RR, BA, CE e PI.

Outros dez estados registraram queda no numero de mortes: ES, RJ, AP, PA, RO, AL, MA, PB, PE e SE.

Plataforma do Ministério com problemas

O Portal CUT decidiu publicar os números do consórcio de imprensa por causa das instabilidades que vêm sendo constatadas nas plataformas do Ministério da Saúde que causaram represamento de registros de casos da COnvid-19 nas última semanas em pelo menos seis estados. Isso provocou uma explosão de números, quando o acesso ao sistema foi normalizado.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, entre os dias 15 e 21 de julho, foram registrados menos de 700 novos casos diários, o que indicava uma queda drástica na disseminação do novo coronavírus. No dia 22, porém, foram inseridos de uma vez 18,6 mil casos.

Nos dias que se seguiram, os números diários de novos casos variaram entre 0 e 7.000. Situações semelhantes também ocorreram em junho, mas com menos frequência.

Brasil é epicentro da pandemia

O Brasil está no epicentro da pandemia há mais de um mês. Isso significa que, durante este período, o país foi o que mais registrou mortes diárias no mundo, de acordo com levantamento da Universidade Johns Hopkings, dos EUA.

Em todo o mundo foram registrados 19.128.901 casos confirmados e 715.55 mortes por complicações da Covid-19 desde o início da pandemia, em março.

Em primeiro lugar estão os Estados Unidos, com 4.884.406 casos e 160.111 mortes; em segundo o Brasil, com 98.493 mortes e 2.918.554 (a universidade computa os dados do Ministério da Saúde que foram divulgados nesta quinta-feira, 6).

O terceiro país da trágica lista é a Índia, que tem 2.027.074 casos e 41.585 mortes. Em quarto vem a Rússia, com 875.378 casos e 14.698 mortes.

São Paulo é epicentro no país

No Brasil, o estado mais afetado continua sendo São Paulo, que registra 24.448 mortes e 598.670 casos confirmados da doença. Nesta quinta-feira (6), a capital paulista ultrapassou as 10 mil mortes – 40% das mortes em todo o estado, e 10% das vítimas do país.

Flexibilização antes da hora

Mais da metade das mortes no estado de São Paulo ocorreu em apenas um mês. O agravamento da situação coincide com o fim de medidas de isolamento social, decretado pelo governador João Doria (PSDB). No início de julho, o tucano passou a abandonar, progressivamente, as medidas de proteção sanitária que vigoraram desde o fim de março, sem nunca terem sido rigorosas.

A flexibilização e a falta de medidas restritivas rigorosas para conter a disseminação do novo coronavírus no início da pandemia contribuíram para agravar o quadro em outros estados, como o Rio de Janeiro, o segundo mais afetado, com 13.941 mortes e 174.064 casos; e a explosão de casos no Paraná, que registra 2.200 mortes e 86.303 casos; Minas Gerais, com 3.304 mortes e 142.828 casos; Santa Catarina, com 1.357 mortes e 98.634 casos; e Rio Grande do Sul, com 2.231 mortes e 78.837 casos.

 

Reprodução: CUT

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