Por administrador em 19/out/2013

Profissão Professor(a)- Mudanças são lentas, magistério precisa de agilidade



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Tudo começou com um decreto imperial, de 15 de outubro de 1827, que trata da primeira Lei Geral relativa ao Ensino Elementar. Este decreto, outorgado por Dom Pedro I, veio a se tornar um marco na educação imperial, de tal modo que passou a ser a principal referência para os docentes do primário e ginásio nas províncias.

A Lei tratou dos mais diversos assuntos como descentralização do ensino, remuneração dos professores e mestras, ensino mútuo, currículo mínimo, admissão de professores e escolas das meninas.

Nos dias atuais, mesmo com novas leis, há uma significativa escassez de mão de obra qualificada, faltam professores em diversas áreas. A ausência de estímulo à formação é apontada como causa. Os primeiros são os docentes de física, matemática, química e geografia.

A falta de valorização da carreira do Magistério nos últimos anos está relacionada às condições de trabalho na educação e baixos salários, que tornam a profissão pouca atrativa.

Salários baixos e ambiente de trabalho com baixa qualidade não atraem os jovens que estão iniciando suas carreiras profissionais.

As estatísticas do Ministério da Educação (MEC) revelam uma situação ainda mais grave: o número de interessados em ser professor está caindo a cada ano, o que torna mais difícil suprir as demandas.

O professor tem estímulo em baixa, sente-se desprestigiado pela sociedade que o vê como um profissional despreparado, incapaz de acompanhar as inovações, os avanços tecnológicos da época e, consequentemente, incapaz de elevar o nível de ensino, de trazer a qualidade tão necessária aos dias atuais.

Um estudo da Unesco, divulgado em fins de 2002, apoiado em dados de 1999, obtidos em 38 países, revela que os professores brasileiros da educação básica cumprem até tripla jornada e seu salário médio, em início de carreira, está entre os mais baixos dos países em desenvolvimento. O salário médio inicial do professor brasileiro só está um pouco acima apenas do Peru e da paupérrima Indonésia.

A defasagem ressalta-se quando se compara com a Argentina, com o Uruguai e, principalmente, com a Suíça, que lidera os  países desenvolvidos. Ainda, entre 43 países, o Brasil tem a sexta maior média de aluno/professor (28,9) no ensino fundamental e a maior no ensino médio (38,6). O máximo recomendado pela Unesco e Organização Internacional do Trabalho está entre 20 e 30 alunos/professor. O número excessivo de alunos leva o professor ao estresse, prejudicando o seu rendimento e o rendimento do aluno.

A série Profissão Professor que homenageou os professores durante todo o mês de outubro foi um relato fiel de educadores e educadoras sobre a realidade da educação na capital federal, as conquistas alcançadas, problemas que afligem a categoria e os desafios que ainda temos pela frente.

Classes lotadas, alunos desinteressados, material ultrapassado, salários baixos e a ausência de valorização da carreira. Essas foram algumas dificuldades levantadas pelos professores entrevistados e com certeza não é isso que ninguém gostaria de enfrentar em seu dia-a-dia.

No entanto, nos últimos anos tem aumentado a procura dos estudantes por cursos de licenciatura, segundo dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). A quantidade de vagas nas universidades também tem crescido, assim como o número de formandos.

Além disso, os professores (as) destacam que mesmo com todas as dificuldades vale a pena investir na carreira, pois o índice de desemprego no setor é quase zero e a satisfação de ensinar é uma das principais características de permanência na área. Eles ressaltam que alguns alunos surpreendem tanto, que vale a pena continuar na carreira apesar de todos os problemas.

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