Por administrador em 14/ago/2013

Pen drive leva ensino multimídia a escolas de todo o país



Carregar em um pen drive mais de 300 atividades educativas e um recurso que promete prender a atenção de estudantes cada vez mais multimídia. Essa é a proposta de um casal que resolveu unir pegagogia e tecnologia em busca de novas formas para desenvolver a educação infantil. A oportunidade de carregar uma ferramenta de ensino dentro da carteira – e de graça – chamou a atenção de educadores e congressistas durante palestra nesta terça-feira (13) no VI Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico, que acontece até o próximo dia 15, em Brasília.

O pen drive promissor traz em sua memória o Educatux, um método de aprendizado voltado para crianças dos 2 aos 14 anos, desenvolvido em 2005. Ao conectar o dispositivo ao computador, inicia-se um sistema operacional específico para o estudante. Em uma plataforma visualmente adaptada para ele, é possível encontrar jogos e outras ferramentas que facilitam a aprendizagem. Os ensinamentos, que abrangem diversas disciplinas, vão desde cálculos simples até conceitos de física mais elaborados e são expostos por meio de atividades desenvolvidas por colaboradores. “Trata-se de um software livre e, mais que isso, público. Em um primeiro momento, fizemos um catálogo de todos os softwares educativos livres que tínhamos à nossa disposição e que se adaptavam à proposta. Atualmente, já contamos com contribuições que são produzidas especialmente para o Educatux, são mais de 5 mil colaboradores”, explica um dos idealizadores do projeto, o analista de tecnologia da informação Aderbal Botelho.

Tudo o que é feito pelo aluno fica gravado no pen-drive para, posteriormente, ser visualizado pelo professor. “A forma de avaliar esses resultados, no entanto, ainda não está completamente desenvolvida. Estamos trabalhando em um software que seja capaz de analisar esses resultados. Hoje, ainda é difícil fazer isso, pois o professor teria de lidar com uma linguagem de programação muito específica”, pondera Botelho. Os dados, porém, já são analisados pela psicóloga e psicopedagoga Sheyla Acioli. Casada com Botelho, Sheyla levou a experiência de dez anos de sala de aula para o sistema operacional desenvolvido pelo casal. “Desenvolvi manuais explicando para os professores como utilizar os recursos e programas em sala de aula, quais disciplinas e temas trabalhar, bem como as formas de conseguir melhores resultados por meio da utilização da ferramenta”,  destaca. Todo o trabalho é testado pelos filhos do casal, de 7 e 9 anos.

De acordo com os idealizadores, mais de mil escolas e  150 mil alunos utilizam o recurso educacional em todo o país. “Desenvolvemos algo que é gratuito e, por isso mesmo, com ênfase nas escolas públicas. Mas o que vemos hoje é que, na maioria das vezes, quem faz uso do Educatux são escolas particulares, por já disporem de uma infraestrutura de informática”, complementa Sheyla.

É possível fazer o download gratuito do Educatux  e salvá-lo em um pen drive. Outra opção é salvar a versão para CD-Rom. Nesse último caso, no entanto, as atividades desenvolvidas pelos estudantes não ficam salvas. Manuais sobre a aplicação para pais e professores também podem ser acessados no site.  ” O modelo Educatux se baseia na forma cognitiva e emocional do ensino-aprendizagem através do brincar. Na sala de aula digital, as habilidades trabalhadas em sala de aula são desenvolvidas de forma lúdica”, conclui Botelho. Os criadores, no entanto, também oferecem, no site, serviços de consultoria e pen drives já gravados, nesses casos, os serviços e produtos são pagos.

 

Fonte: EBC

 

 

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