Por administrador em 20/set/2011

Orientadora detida em Planaltina! Sinpro cobra providências



Após a manifestação feita em Planaltina, durante a manhã da última segunda-feira (19), representantes do Sinpro-DF se reuniram no final da tarde com a diretora geral da Polícia Civil do DF, Mailine Alvarenga, para tratar da prisão da orientadora educacional do Centro de Ensino Fundamental 04 de Planaltina. Na ocasião as diretoras Berenice Darc e Nilza Cristina pediram que o caso seja apurado com isenção. A orientadora Adriana Teodoro Barreto explicou à representante da Polícia Civil que no dia do fato estava tentando preservar os menores que estudam no CEF e foi presa sob a acusação de impedir o trabalho dos policiais.  Mailine Alvarenga disse que pediu um relatório detalhado do ocorrido ao delegado responsável pela 16ª DP e agora aguarda a decisão da corregedoria. O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) continuará acompanhando o caso para que as devidas providências sejam tomadas e repudia a ação arbitrária que resultou um fato tão lamentável. Na tarde desta terça-feira (20), a Secretaria de  Educação emitiu uma nota em que informa que “o Diretor da Regional de Ensino de Planaltina, Misael dos Santos Barreto, lamenta o constrangimento ao qual foi submetida a professora”

Manifestação em Planaltina – Cerca de 40 professores(as) de Planaltina e diretores do Sinpro-DF foram impedidos de realizar uma manifestação pacífica em Planaltina, durante a manhã desta segunda-feira(19). Por volta das 10h30 o grupo iniciou o ato em frente à 16ª DP e no momento que tentava entrar na delegacia para colocar rosas brancas no balcão, foi retirado por representantes do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol).

Em seguida alguns policiais iniciaram uma série de ofensas contra os educadores. A diretora do Sinpro, Zezé, (Maria José) chegou a ser agredida verbalmente por alguns dos policiais presentes. “A postura dos policias foi truculenta e desrespeitosa com os professores”, frisa ela. “A ideia era fazer uma manifestação pacífica em protesto contra a ação arbitrária de integrantes da polícia local, que de forma ilegal mantiveram uma orientadora educacional detida. Quando nos preparávamos para colocar rosas brancas no balcão da delegacia, representantes do Sinpol nos impediram e depois ainda jogaram as rosas fora”, comentou a diretora do Sinpro, Berenice Jacinto, revelando que os professores foram ofendidos e a manifestação chamada pelos policiais de “Pão e Circo”. Outro diretor do Sinpro presente na manifestação, Carlos Cirane lamentou o ocorrido. “Foi uma falta de respeito com a categoria desnecessária”, comentou Cirane.

Logo após o incidente uma comissão formada pelas diretoras do Sinpro-DF Berenice e Nilza Cristina, a Secretaria da Mulher, Olgamir  Amâncio, o diretor da regional de ensino, Misael Barreto, do Administrador da cidade, Nilvan Pereira, além de duas professoras representantes da escola,  reuniram com o delegado titular da 16ª DP, Marcos Naves, para solicitar que o caso seja apurado e os culpados punidos. O Sindicato dos Professores entrará com uma ação na corregedoria da Polícia Civil por acreditar que os(as) professoras(es) deve ser respeitadas(os) em seu local de trabalho e ter seus direitos garantidos.

Entenda o caso – No dia 15 de setembro a orientadora Adriana Teodoro Barreto foi levada à força por agentes da 16ª Delegacia de Polícia e presa mediante constrangimento e utilização de força física, sob a alegação de não ter se identificado aos policiais. Funcionários do Centro de Ensino Fundamental 04 de Planaltina informaram que os agentes entraram na escola com o objetivo de obter informações sobre o paradeiro de uma aluna desaparecida, e em seguida começaram a exigir a retirada de alguns alunos de sala de aula para que fossem ouvidos. Ao impedir que o procedimento ilegal fosse feito a orientadora Adriana Teodoro passou a ser ofendida, sendo inclusive chamada pelos agentes de “orientadorazinha qualquer”. Não bastassem as ofensas já proferidas pelos agentes, Adriana ainda foi chamada de criminosa na frente de vários colegas de trabalho e de representantes do Sinpro-DF  no momento que era liberada.

 

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