Por administrador em 18/set/2014

Mulheres tem mais autonomia com políticas públicas



A participação das mulheres nos espaços de poder e as políticas públicas para garantir e assegurar uma sociedade menos desigual e mais justa permearam os debates durante a manhã do 2o dia de encontro da Rede de Trabalhadoras da Educação da América Latina, realizado em Recife, PE.

“A entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho tem gerado diferentes reações na sociedade e nos espaços públicos”, avaliou Tatau Godinho, Secretária de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres, da Secretaria de Política das Mulheres do Governo Federal.

Ela falou no Painel “Políticas públicas do governo brasileiro, mercado de trabalho, combate à violência e saúde” e destacou medidas simples que têm feito a diferença, por exemplo, na vida de trabalhadoras rurais. Tatau Godinho citou o programa de documentação da mulher rural, que já possibilitou a emissão de mais de 1 milhão de documentos. “A questão de documento não é só econômica, é importante para a construção da identidade dessas trabalhadoras”, disse.

Programas de garantia de creche, de combate à violência doméstica e de qualificação profissional foram listados por ela como mecanismos que o governo brasileiro tem adotado para, cada vez mais, ampliar a autonomia das mulheres.

RedeMulheres170914 11O combate à violência contra a mulher e a garantia de melhores condições de saúde na rede pública de atendimento foram destacadas por Tatau e reforçadas por Pollyanna Magalhães, do Movimento Católicas pelo Direito de Decidir. Pollyana apresentou números referentes a questões polêmicas, como a descriminalização do aborto.

No Brasil, segundo informou, o aborto é a quinta causa de mortalidade materna. “Por isso, pensar no aborto é uma questão de saúde pública e de saúde da mulher”, disse. Em sua palestra sobre direitos sexuais e reprodutivos, Pollyanna explicou que não é a favor do aborto, mas da vida e do direito das mulheres de decidir: “O movimento Católicas Pelo Direito de Decidir não defende o aborto, mas a descriminalização, a legalização”, concluiu.

 

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