Por Maria Carla em 11/jul/2017

Manifestantes ocupam prédio do Ministério do Trabalho em Curitiba contra Reforma Trabalhista



Trabalhadores protestaram contra golpe que Congresso Nacional quer dar nos trabalhadores

Mais de 100 pessoas ocuparam na manhã desta terça-feira (11) o prédio do Ministério do Trabalho e Emprego, em Curitiba, localizado na Travessa da Lapa, na região central da capital. Eles chegaram ao local em marcha após manifestação realizada no Terminal Guadalupe, local frequentado por pessoas que utilizam o transporte público como ligação, sobretudo, com municípios da região metropolitana.

A manifestação foi uma forma de pressionar os senadores e também alertar a população sobre as consequências de uma eventual aprovação da Reforma Trabalhista no Senado Federal. A matéria é fruto de debates e deve, segundo o cronograma oficial, ser votada ainda nesta terça-feira no Senado Federal.

O grupo de manifestantes, em sua maioria, formado por representantes de sindicatos filiados à CUT e outras centrais, além de movimentos sociais, distribuí materiais informativos à população com informações didáticas sobre os reflexos da reforma.

“No Congresso Federal em que a maioria dos parlamentares estão à serviço do dinheiro, do capital financeiro, do financiamento de suas campanhas, eles estão contra todo o programa que apresentaram como propostas para o seu mandato”, afirmou o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, denunciando o estelionato eleitoral por parte dos congressistas.

Segundo ele, a reforma está sendo votada sem que exista o mínimo de representatividade na atual configuração do Congresso Nacional. “Votam combinados com um Presidente da República ilegítimo, com um ministério denunciado e que representa a alta elite empresarial e econômica, cuja totalidade do governo não representa qualquer segmento social, muito menos o povo brasileiro”, analisou Leão.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Elias Jordão, reforçou que esta é mais uma etapa do golpe em andamento no Brasil. “O golpe iniciado em 2016 tinha exatamente esta intenção, dar um golpe no direito dos trabalhadores e trabalhadoras”, projetou.

Segundo Jordão, não há argumentos que possam sustentar a Reforma Trabalhista. “O que estão falando na grande mídia é mentira. Podem ter certeza: não vai gerar emprego e não vai gerar renda. Só vai gerar mais riquezas para o grande empresário. Nem sequer o médio empresário será favorecido. Aliás, muitos deles já estão arrependidos de terem corrido atrás do pato amarelo”, criticou.

Votação – A votação no Senado Federal deve durar toda a terça-feira, sobretudo após o atraso ocorrido pela decisão do presidente da casa, Eunício Oliveira (PMDB), de suspender a sessão cortando, inclusive, a luz do plenário.

O fato aconteceu porque pelo regimento da casa, tendo quórum mínimo, qualquer parlamentar pode dar início à sessão. Como Oliveira atrasou a chegada, um grupo de parlamentares deu início aos trabalhos abrindo a palavra para que opositores do projeto fizessem suas considerações.

Fonte: CUT Brasil

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