Por administrador em 20/abr/2012

FETEMS repudia atitude do GDF de reajuste zero para todas categorias



A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEM) e seus 71 sindicatos afiliados, entidade representativa de 25 mil trabalhadores em educação de MS, é solidária e apoia a luta da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF) e dos sindicatos de base dos trabalhadores em educação do DF. Na quinta-feira (19) as entidades realizaram um ato unificado dos servidores públicos, na Praça do Buriti, contra o decreto nº 33.550, publicado pelo Governo do DF, que determina uma política de reajuste zero para todas as categorias.

É importante ressaltar a situação dos professores do ensino público do GDF, que estão em greve desde o dia 12 de março, sem previsão de término, e com certeza esta situação impulsiona as outras categorias a lutarem por seus direitos. Infelizmente enquanto os nossos gestores públicos não entenderem que educação, saúde, infraestrutura, lazer, cultura e todas as áreas do serviço público são essenciais para o desenvolvimento dos municípios, estados e país, ainda vamos ter que utilizar o nosso direito de greve e de tomar as ruas reivindicando por nossos direitos de valorização profissional e dignidade, por muitas vezes.

Esperamos que o governador Agnelo Queiroz entenda que para todos os brasilienses, ele foi eleito como uma esperança de afastar de vez a corrupção e a desvalorização profissional que havia sido estabelecida no Governo de José Roberto Arruda (DEM) e no governo de Joaquim Roriz (PMDB), portanto, como cidadãos que prezam por uma sociedade mais justa, humana e igualitária, não temos como não repudiar a postura de Agnelo. Que se preze o bom senso no Distrito Federal e em todos os estados brasileiros. Não dá mais para aceitar que as promessas pré-eleitorais fiquem nos palanques de campanha. Nós, servidores públicos, merecemos mais respeito, pois somos os verdadeiros agentes que impulsionam a máquina pública.

Reiteramos o nosso apoio aos companheiros de luta do DF e esperamos uma postura diferente do governador Agnelo: que dialogue, cumpra as suas promessas e retroceda em relação às decisões, como o reajuste salarial Zero.

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