Por administrador em 26/out/2011

Todos e todas à assembleia geral desta quinta, 17/11



Os professsores e professoras das escolas públicas, que estão em estado de greve, realizam assembleia nesta quinta, 17, às 9h30, na Praça do Buriti. Em assembleia realizada no dia 26 de outubro eles rejeitaram a proposta de tabela salarial para reestruturação do Plano de Carreira do Magistério Público do DF apresentada pelo GDF.

Além de intensificar a mobilização nas escolas, o Sinpro também enviou uma carta ao governador Agnelo solicitando negociação diretamente com o ele sobre a pauta da categoria.

Informes do edição extra de 26 de outubro

Na segunda-feira, em reunião de negociação com a comissão do Sinpro, os secretários de Administração e Educação apresentaram a primeira proposta do governo para uma tabela salarial para reestruturação do nosso Plano de Carreira. Após avaliação política, a direção do Sinpro entende que a proposta nem de longe atende ao anseio da categoria de conquistar a isonomia salarial com outras carreiras de nível superior até 2014.

Pelo contrário, a proposta não repõe nem mesmo a inflação do período (outubro de 2011 a março de 2014), estimada em 17%. A incorporação da Tidem é um avanço, mas não da forma como foi feita. A unificação das outras gratificações também reduzirá o valor real recebido por grande parte dos professores e professoras que têm direito a essas gratificações. Outro absurdo é o “desaparecimento” do percentual de 2,69% já garantido pelo acordo feito com o governo no início deste ano.

Também defendemos a redução das tabelas, o que não ocorreu. Não abriremos mão da incorporação das gratificações e da isonomia salarial. Pela nossa tabela, em 2014 os professores deveriam receber R$ 7.838,00 no início da carreira, enquanto que na tabela apresentada pelo GDF o salário inicial em 2014 chegaria a apenas R$ 4.915,00.

Diante de uma proposta totalmente insuficiente, nossa resposta é intensificar a mobilização e buscar uma negociação direta com o governador Agnelo Queiroz, na perspectiva de negociar um avanço financeiro e lembrar o compromisso assumido por ele com os professores, ainda durante a campanha eleitoral. Não queremos nada além do cumprimento das promessas de campanha.

Também devemos intensificar a mobilização. Até a assembleia realizaremos mutirões de visitas às escolas e para isso contamos com a participação de todas e todos. Como sempre, dependerá de nossa disposição para a luta a conquista de nossas reivindicações.

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