Vigilantes agendam greve para dia 21, caso não haja proposta dos patrões

Reunidos em assembleia nessa quinta-feira (15), milhares de trabalhadores vigilantes do Distrito Federal decidiram avaliar na próxima quarta-feira (21) a necessidade de deflagração de greve. A decisão foi tomada diante do compromisso do Procurador Geral do DF de intermediar, pessoalmente, a negociação entre os representantes dos trabalhadores e os empresários a partir desta sexta-feira (16).
“Na hora em que estávamos vindo para a assembleia, fomos chamados pelo Procurador Geral do DF para uma reunião. Lá ele nos fez uma proposta e solicitou que a greve não fosse aprovada hoje com essa promessa de garantir uma negociação melhor para a categoria. Vamos esperar essa proposta melhor até quarta-feira (21). E se o que vier não contemplar a categoria, aí não tem chance, é greve geral”, disse o presidente do Sindicato dos Vigilantes, Jervalino Rodrigues Bispo.
Os trabalhadores vigilantes reivindicam, entre outros pontos, reajuste salarial de 15%, vale-alimentação R$ 30 ( atualmente é de R$ 23), auxílio-saúde de R$ 150 (atualmente é de R$ 85) e a manutenção das demais cláusulas sociais. A última proposta feita a categoria ofereceu reajuste salarial de R$ 7%, vale-alimentação de R$ 25 e auxílio-saúde de R$ 100.
Solidariedade de classe
O movimento dos trabalhadores vigilantes conta com o apoio da CUT e dos seus 102 sindicatos filiados. “Vocês podem ter certeza absoluta que qualquer encaminhamento feito pela categoria nesta ou em outras assembleias será apoiado pela CUT e seus sindicatos filiados. Sempre estivemos e sempre estaremos ao lado dos trabalhadores vigilantes, essa categoria de tamanha importância, que cuida da vida das pessoas”, discursou o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto, durante a assembleia dessa quinta-feira (15).
O Sindicato dos Professores – Sinpro-DF e o Sindicato dos Auxiliares Escolares – SAE-DF também participaram da atividade e informaram aos vigilantes o cenário adverso que se apresenta aos servidores da educação. “Nós, professores da rede pública do Distrito Federal, estamos em férias coletivas, sofrendo ataques do novo governo do Distrito Federal. Assim como os vigilantes, os professores também sabem se mobilizar, sabem mostrar sua força. E não vamos permitir que governos autoritários prejudiquem qualquer catagoria e ataque o atendimento desse serviço público essencial, que é a educação”, disse o dirigente do Sinpro-DF e da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues.

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