TRE-DF impõe derrota a Rollemberg em caso contra o Sinpro. E agora, Rodrigo?

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) impôs a Rodrigo Rollemberg (PSB) mais uma derrota. A decisão final contra o governador foi proferida nesta quinta-feira (26/7), após o julgamento ter sido interrompido por duas semanas em razão de pedido de vista dos autos por um desembargador. Até então o placar estava empatado em 2 a 2.
Rollemberg acusava o Sinpro-DF e a CUT Brasília, assim como seus dirigentes, de promoverem propaganda eleitoral antecipada no caso da campanha “E agora, Rodrigo?”, na qual as políticas públicas da atual gestão eram questionadas.
Entretanto, os desembargadores do TRE-DF decidiram, por unanimidade (dois deles mudaram de opinião e votaram em favor das entidades sindicais, fechando o julgamento em 5 a zero), que a matéria cai no chamado “indiferente eleitoral”, pois a campanha só é explícita quando o pré-candidato pede voto. Como não foi o caso – pois nem a CUT nem o Sinpro tentavam beneficiar um político específico –, o plenário concluiu não existir motivo para a condenação das partes.
No processo, promovido pelo “democrático” PSB, a advogada Gabriela Rollemberg – filha do governador -, conforme matéria veiculada pelo Metrópoles, disse que questionava exclusivamente a configuração de propaganda antecipada negativa. “Embora exista jurisprudência favorável ao pleito do PSB, o tribunal entendeu que não houve pedido explícito de não votar em Rollemberg”, disse.
A única questão que ainda corre é na esfera cívil, na qual Rollemberg insiste em impedir o uso da cartilha “Atividades Pedagógicas, da Campanha E agora, Rodrigo?”. O Sinpro-DF confeccionou o material de forma eletrônica para que os(as) professores(as) pudessem baixá-lo. Em momento algum houve impressão em gráfica, como o PSB e Gabriela Rollemberg citam no processo.
Campanha – A campanha “E agora, Rodrigo?” faz uma alusão ao poema “E agora, José?”, de Carlos Drummond de Andrade, no qual o poeta ilustra o sentimento de solidão e abandono do indivíduo na cidade grande, a sua falta de esperança e a sensação de que está perdido na vida, sem saber que caminho tomar. O “E agora, Rodrigo?” foi a forma encontrado pelo sindicato para criticar como o GDF vinha enfatizando suas realizações na campanha “Brasília está no rumo certo”, a um custo de milhares de reais dos cofres públicos.
“O Sinpro levanta estas questões porque os professores estão na ponta. São eles que convivem diretamente com essa dura realidade, juntamente com estudantes e suas famílias. A intenção das nossas campanhas é mostrar as mazelas pelas quais todos estamos passando para provocar o debate; para fazer com que o GDF se mexa e apresente soluções. Infelizmente, a solução que recebemos de Rollemberg foi mais uma tentativa de censura”, enfatiza o coordenador de Imprensa do Sinpro-DF, Cláudio Antunes.
“Se uma parcela da sociedade não concorda com as medidas de um governo, ela tem todo o direito de não só discordar, como abertamente criticar e exigir mudanças. É uma crítica que faz parte da democracia”, complementa Rosilene Corrêa, coordenadora de Finanças do Sindicato.

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