Tradicionais escolas privadas do DF ouvem pais e não reabrem na segunda

Mesmo com autorização do GDF para o retorno do ensino presencial na próxima segunda-feira (27/7), escolas privadas tradicionais de Brasília anunciaram que não receberão estudantes nesta data. Após pesquisas internas com os pais, as entidades verificaram que, em média, cerca de 80% dos responsáveis consultados são contra a volta. Eles entendem que os filhos ficarão mais expostos ao novo coronavírus.

A decisão vai ao encontro de reivindicações do Sinpro e da preocupação de professores(as), orientadores(as), pais e mães de estudantes com o início das aulas presenciais na rede pública de ensino do DF. O grande foco, hoje, deve ser o isolamento social e o combate à pandemia. Somente assim poderemos ter um ambiente seguro para todos.  

Outros colégios decidiram manter o calendário de recesso dos alunos e só devem retornar em agosto, mas, mesmo assim, no modelo híbrido, ou seja, quem quiser deixar os filhos em casa, continuará contando com as plataformas on-line para concluir o ano letivo virtualmente.

Os colégios Santa Rosa, na Asa Sul; COC, no Jardim Botânico e Sudoeste; e Rogacionista, no Guará, encaminharam circulares aos pais endossando pesquisa feita entre a comunidade e com a informação de que optaram pelo ensino a distância

No Rogacionista, por exemplo, o levantamento evidenciou que 80,3% dos participantes não queriam aulas no ambiente físico do centro educacional. “O colégio Rogacionista não retomará ainda as atividades presenciais. O intuito é proteger a saúde de seus estudantes, das famílias e dos seus colaboradores”, informou.

O Santa Rosa manteve a mesma postura: “Diante do cenário da pandemia no Distrito Federal, uma reflexão foi necessária e resolvemos adiar todas as datas mencionadas anteriormente, em respeito à nossa comunidade escolar, seus medos e anseios, pois o cuidado com a vida é um de nossos valores fundamentais. Assim que possível, receberão informações sobre a nova data de retorno”, diz a circular.

O servidor público da Procuradoria-Geral do DF Flamarion Ferreira e Silva, 49 anos, mantém a filha de 14 anos no Santa Rosa. Ele gostou da decisão da escola. “Ela está no 8º ano e achei excelente a decisão. Da sala da minha filha, somente duas pessoas voltariam. A gente tem bastante receio do que pode acontecer com a disseminação do vírus nas famílias”, afirmou.

DIÁLOGO

O colégio Marista João Paulo II, unidade da Asa Norte, ainda faz pesquisa com os pais para saber o que eles pensam sobre a volta. Uma data de retorno só será decidida quando houver um posicionamento após diálogo com o pais.

Para os estudantes do Olimpo, o retorno ocorre em 4 de agosto, mas é opcional. “Perto de 70% das famílias são contra o regresso. Os alunos que vierem terão aula presencial, mas haverá a opção de continuar em casa”, afirmou ao Metrópoles o proprietário da instituição de ensino, Rodrigo Bernadelli.

O estabelecimento educacional previa recesso na semana que se inicia no dia 27 e manterá o calendário. “Estamos viabilizando tecnologia pela plataforma EaDx para dar aos alunos a possibilidade de prosseguirem presencialmente ou não seus estudos, mesmo considerando que a maioria das famílias é contra o retorno presencial e optará pela modalidade de ensino a distância”, completou.

O Sigma também não abre suas unidades em 27 de julho. A previsão é que os matriculados regressem em 10 de agosto.

O mesmo ocorre com o La Salle, que manterá férias escolares para os estudantes até 31 de julho. As aulas on-line serão retomadas em 3 de agosto e a escola começa se organizar para fazer o retorno presencial somente em 17 de agosto, de forma escalonada e optativa.

O Leonardo da Vinci é outro tradicional centro educacional que não retomará as atividades presenciais na segunda-feira (27/7).

Fonte: Metrópoles

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