Trabalhadores da CEB engrossam greve e marcam nova assembleia

O movimento paredista dos trabalhadores da CEB (Companhia Energética de Brasília) completou três dias nesta quarta-feira (8/11). De acordo com o sindicato que representa a categoria, Stiu-DF, a greve permanecerá por tempo indeterminado até que a empresa apresente uma proposta que contemple os eletricitários. Segundo o sindicato, mais de 70% da categoria está parada.
Em assembleia informativa realizada nesta quarta, a direção do sindicato afirmou estar aberta ao diálogo e na espera por avanços na campanha salarial. Uma nova assembleia será realizada na próxima sexta-feira (10/11).
Até agora, a CEB apresentou duas propostas aos trabalhadores, ambas foram rejeitadas por serem consideradas insatisfatórias. Na última proposta, foi indicado aumento de apenas 2% no salário e algumas cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho. Os patrões continuam ignorando ticket natalino, abono e outros benefícios exigidos pelos trabalhadores.
Os eletricitários reivindicam reajuste salarial linear de R$ 1,2 mil, além da recomposição do INPC relativo às datas-bases de 2014/15 e 2015/16. Outros pontos, como a manutenção das cláusulas sociais do último ACT também fazem parte da pauta de luta.
Para o Secretário de Assuntos Jurídicos do Stiu-DF, Alairton Gomes de Faria, a situação é um descaso com os trabalhadores. “Estamos exigindo o mínimo de respeito, pois somos uma categoria essencial. Essa proposta não agradou em nada. Atualmente, uma base de apenas 909 trabalhadores pra atender toda população do DF. Graças ao empenho e dedicação de cada trabalhador e trabalhadora, que vestem a camisa, a CEB tem se recuperado. Por isso, a empresa deve reconhecer e valorizar os eletricitários”, explica.
Já o secretário Geral do Sindicato dos Urbanitários, Sidney Lucena Araújo, afirmou que a greve continuará firme. “O que temos visto é que a empresa está colocando a população contra os trabalhadores e isso é uma injustiça. Nós chegamos à CEB em uma situação muito ruim, ou seja, nós ajudamos a reerguê-la e a empresa tem ignorado isso. Não nos cansaremos! O Stiu tem um histórico de grandes lutas, por isso, manteremos a unidade na busca por direitos”, concluiu.

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