Todos em defesa das empresas públicas e da soberania nacional em ato nesta quinta (5)

Na esteira de uma importante vitória no Supremo Tribunal Federal (STF), que na semana passada proibiu, por meio de liminar, o governo ilegítimo Temer de vender o controle acionário de estatais e suas subsidiárias sem a aprovação do Legislativo e sem licitação prévia, os trabalhadores se unem num grande ato nesta quinta-feira (5), às 16h, na Rodoviária do Plano Piloto, no Dia Nacional de Luta em Defesa das Empresas Públicas e da Soberania Nacional.
A liminar foi concedida em uma ação cautelar movida pela Fenae e pela Contraf-CUT, e de imediato suspendeu o leilão da Lotex, das distribuidoras da Eletrobrás e de subsidiárias da Petrobrás. A decisão se estende aos estados e municípios.
A mobilização é uma orientação do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e tem como objetivo de construir uma rede de defesa do patrimônio estatal, aí incluídos os bancos públicos.
Segundo a coordenadora do Comitê, Maria Rita Serrano, o objetivo é dar fôlego à luta coletiva em defesa das empresas públicas e garantir que esse assunto seja debatido profundamente durante a disputa eleitoral. Ela acrescenta que o movimento também irá intensificar, nos próximos meses, o corpo a corpo com atores políticos envolvidos nas eleições de 2018.
População é contra as privatizações
A pauta das privatizações conta com grande rejeição popular. Uma pesquisa realizada em maio deste ano pela CUT/Vox identificou que 60% dos brasileiros são contra a venda da Petrobrás e da Caixa Econômica, enquanto 58% se colocam de forma contrária à privatização do Banco do Brasil. Além disso, 57% rejeitam a venda da Eletrobrás.
Quando colocada de forma mais genérica, sem citar nomes de empresas públicas específicas, a pauta tem rejeição maior ainda. Essa foi a constatação parte de uma pesquisa publicada em dezembro de 2017 pelo Datafolha segundo a qual 70% dos brasileiros são contra as privatizações.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília

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