Sinpro se reúne com colégio de líderes da CLDF e cobra derrubada de vetos referentes ao reajuste salarial
Diretores do Sinpro se reuniram com o colégio de líderes da Câmara Legislativa do Distrito Federal para debater as oito emendas que ampliam os recursos destinados para a recomposição das tabelas de remuneração dos quadros de pessoal dos profissionais da educação da rede pública do DF. As emendas haviam sido encaminhadas para o orçamento do governo e vetadas pelo governador Rollemberg (PSB). Durante a reunião o sindicato solicitou a derrubada dos vetos e os parlamentares se comprometeram em analisar as emendas e marcar um novo encontro.
As emendas vetadas pelo GDF tem o objetivo de valorizar os profissionais da educação da Rede Pública de Educação Básica, ativos e aposentados, de forma a equiparar seu vencimento básico, no mínimo, à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF, com nível de escolaridade equivalente, até o quarto ano de vigência do PDE. A Meta 17 do PDE define que temos de chegar à média salarial com as carreiras públicas de nível superior do DF num período de 4 anos. Em 2016, segundo dados do Dieese, a categoria deveria ter tido o reajuste de 18%, mas o governo Rodrigo Rollemberg (PSB) preferiu manter o calote e nem sequer pagou a tabela de setembro de 2015. Trata-se de um cálculo que deve ocorrer ao longo da vigência da Meta 17. Hipoteticamente, se esse cálculo fosse dividido pelo período de vigência da Meta (até julho de 2019), seria, portanto, de 18%, neste momento.
O sindicato tem se movimentado para fazer com que haja previsão orçamentária para 2018, principalmente para a Meta 17. A atitude do governo Rollemberg em vetar as emendas que dispõe sobre o futuro da educação no Distrito Federal mostra o descaso do GDF para com o setor e a falta de comprometimento com a busca por uma educação pública de qualidade.