Sinpro repudia declaração agressiva de Paulo Guedes

Nesta segunda-feira (27), o ministro da Economia, Paulo Guedes afirmou que “servidor não pode ficar em casa trancado com a geladeira cheia assistindo à crise [do coronavírus], enquanto milhões de brasileiros estão perdendo o emprego”.  

A declaração foi feita na saída do Palácio do Alvorada, após uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro, que teve como objetivo discutir um possível plano que prevê o congelamento dos salários dos servidores públicos federais. 

A diretoria colegiada do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) vem a público rechaçar veementemente a afirmação infeliz de Guedes.

Para o Sinpro, a declaração expressa a verdadeira face do governo Bolsonaro:  um governo que estimula uma política de fragilização e retirada de direitos.

Falas como esta representam o oportunismo que governos têm manifestado desde o golpe de Estado, articulado contra a ex-presidente Dilma Rousseff.

Um governo que além do oportunismo descarado, tem protagonizado ataques cruéis à classe trabalhadora brasileira, com a reforma da Previdência, reforma trabalhista e a mais recente investida; o encaminhamento da (MP) que cria a Carteira de Trabalho Verde e Amarela, outra maneira de retirar propositalmente direitos conquistados a duras penas e instaurar uma verdadeira escravidão contemporânea.

A política de Bolsonaro tem se mostrado ineficaz. Todas as medidas tomadas sob a desculpa de geração de empregos não mostraram resultados positivos.

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado antes da pandemia, apontou que o índice desemprego no Brasil aumentou  11,6% somente no último trimestre encerrado em fevereiro.  Além disso, como ministro da Economia, Guedes perdeu o controle do câmbio, o que gerou a desvalorização da moeda com efeitos imediatos, a médio e longo prazo nos preços dos produtos brasileiros.  Os impactos deste cenário já têm sido vistos no setor alimentício e poderão ser observados também em outros setores da economia brasileira em breve.

Um Estado forte possui servidoras e servidores para atender as demandas. Portanto, o governo não pode abster-se do seu quadro de trabalhadores, principalmente, diante de um momento tão complexo como vivenciado atualmente.  Sendo assim, é inadmissível responsabilizar o serviço público pelo desemprego que afeta milhões de brasileiras e brasileiros.

Vale lembrar que, quando essa pandemia passar, será o funcionalismo, um time formado por homens e mulheres comprometidos com o serviço público, que terão a missão de colocar a casa em ordem.

Refutamos as argumentações de Paulo Guedes.  Nós, do Sinpro-DF, continuaremos unidos, ao lado da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na luta para garantir os empregos e  os salários de todas as trabalhadoras e trabalhadores, sejam eles da iniciativa privada ou do serviço público.

 

 

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