Sinpro repudia ação do governador Romeu Zema contra sem-terra em MG

A diretoria do Sinpro repudia a ação do governo de Romeu Zema, que nesta sexta-feira (14), de forma covarde e totalmente truculenta, despejou 450 famílias sem-terra do Assentamento Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio, região sul de Minas Gerais. Há mais de 20 anos no local, as famílias transformaram a Fazenda Ariadnopolis de uma massa falida em um dos assentamentos mais produtivos do Estado, trazendo esperança, justiça, soberania alimentar e produtiva, além de transformar a realidade da região com vida e agroecologia.

Em resposta ao avanço e melhorias produzidos por estas famílias, o governo mineiro enviou policiais do batalhão de choque para expulsar estes(as) trabalhadores(as), que, às pressas, ainda salvavam livros, carteiras e quadros-negros da escola. Além de toda destruição e representação de crueldade produzidos por Zema, um trator destruiu a escola Eduardo Galeano, única do acampamento onde vivem as 450 famílias.

Esta não é a primeira vez que Romeu Zema toma atitudes contra a classe trabalhadora. O despejo, realizado em meio à pandemia do novo Coronavírus, coloca milhares de homens, mulheres e crianças sem qualquer perspectiva, com o agravante de cooperar para o adoecimento e possibilidade de morte de muitos pelo contágio da COVID-19.

O Sinpro se solidariza com a luta e toda a resistência do povo sem-terra do Quilombo Campo Grande e de todos os outros assentamentos, e reafirma a necessidade de continuar resistindo a todos os ataques às populações camponesas, sem-terra, quilombolas, indígenas, pescadores e aqueles(as) atingidos(as) pelas barragens e pela mineração.

Confira abaixo o vídeo onde mostra toda esta ação cobarde produzida pelo governo de Romeu Zema.

Nesse momento, as famílias do Acampamento Quilombo Campo Grande seguem cercadas pela Polícia Militar, que usa o…

Posted by O Trabalho on Friday, August 14, 2020

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