Sinpro participa de audiência pública sobre as escolas do campo

O Sinpro fez parte da mesa de uma audiência pública convocada pelo deputado distrital Reginaldo Veras sobre as escolas do campo. Com o tema Debate sobre os problemas das escolas do campo do Distrito Federal, a audiência foi realizada às 10h desta quarta-feira (19), no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Várias escolas de Planaltina, Paranoá, Ceilândia e Gama participaram.

Segundo alguns professores de escolas do campo que participaram da audiência, vários problemas prejudicam o dia-a-dia destas unidades: contaminação da água; transporte escolar inadequado e insuficiente; a necessidade de uma portaria específica que oriente a quantidade de coordenadores e de atendimento das equipes especializadas, tendo em vista que as portarias utilizadas nas escolas urbanas não atendem as especificidades das escolas do campo; alimentação escolar desconectada da realidade da vida camponesa e da produção agrícola local, não gerando valorização e alimentação saudável dos estudantes; necessidade de creche; e a Portaria nº 192/2019, que dificulta ainda mais a questão do transporte escolar.

O Sinpro, representado pela diretora Letícia Vieira, pontuou a necessidade do comprimento da Meta 8 do Plano Distrital de Educação (PDE) e de suas 42 estratégias. “Este ponto trata especificamente da política de educação básica do campo, no qual a Secretaria de Educação do DF não promove o devido monitoramento, muito menos disponibiliza estrutura institucional necessária para a gestão e implementação desta política”, pontua Letícia.

O sindicato entende que a educação pública está sob ataque e isto se reflete nas escolas do campo, como por exemplo o congelamento de investimentos públicos por meio da Emenda Constitucional nº 95; a destruição dos espaços públicos que tratam deste tema, como por exemplo a extinção da SECADI; e o ataque ao orçamento do Pronera (Programa de Educação na Reforma Agrária), que em 2017/2018 foi o menor da história do programa, se igualando ao orçamento do governo FHC.

É necessário o cumprimento das leis já aprovadas para a educação do campo, o respeito ao PDE e o sindicato tem, dentre sua pauta de reivindicações, a valorização da educação do campo e de seus sujeitos.

Fotos: Deva Garcia

 

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