Sinpro lamenta caso de intolerância e barbárie em escola de Suzano

A diretoria do Sinpro lamenta o massacre ocorrido na Escola Estadual Raul Brasil, localizada em Suzano, na Grande São Paulo, e presta toda solidariedade às vítimas e a todos(as) os(as) envolvidos(as) em mais este exemplo de intolerância, barbárie e crueldade. Por volta das 9h30 dessa quarta-feira (13) dois homens entraram na escola e efetuaram vários disparos. Durante o ato criminoso seis estudantes e duas funcionárias da escola morreram. Os dois criminosos cometeram suicídio em seguida.

O crime é mais um exemplo do clima de intolerância e ódio vivido no Brasil e da falta de segurança no ambiente escolar. A tragédia mostra que a escola se tornou uma vítima da violência, muito por conta da falta do batalhão escolar.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o ritmo de crescimento de assassinatos no Brasil desacelerou depois que entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento, em 2003. A pesquisa ainda revelou que 71% dos assassinatos no país foram cometidos com armas de fogo, resultado da “corrida armamentista” registrada a partir dos anos 1980, processo interrompido somente com o Estatuto do Desarmamento. Ainda assim, as mortes com armas de fogo colocam o Brasil no topo do ranking mundial de mortalidade, segundo levantamento publicado pelo Global Burden Disease, órgão da Organização Mundial da Saúde que pesquisa as causas de morte pelo mundo.

Os dados mostram o óbvio: armar a população não diminui o índice de violência e criminalidade, mas possibilita a ocorrência de barbáries como o registrada na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano. É diante desta certeza que o Sinpro reforça sua política contra a posse de armas e por uma cultura de paz tanto no ambiente escolar, quanto em todos os segmentos da sociedade.

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