Sinpro-DF participa de entrega do Manifesto de Solidariedade à CNBB

Uma comissão de diretores do Sinpro-DF participou da entrega, na manhã desta quinta-feira (29), de um Manifesto em Solidariedade à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Mais de 30 entidades dos movimentos sociais subscreveram o manifesto.

As lideranças sindicais e populares exteriorizaram indignação com o grau de animosidade presente na campanha do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, do PSL, e classificaram como “sórdidos” os ataques à CNBB praticados pelos seguidores dele, até mesmo com ameaças de morte.

No documento, as entidades apontaram “seu profundo reconhecimento e respeito pela CNBB, que sempre desempenhou, nos mais graves momentos da história do Brasil, papel decisivo na construção de mediações e na resolução de conflitos”. A entidade eclesial sempre empreendeu papel importante e ajudou os movimentos dos trabalhadores nos momentos de luta das categorias, como em greves e ocupações, a construir os diálogos com governos intransigentes.

Esse organismo eclesial exerceu papel preponderante na reconstrução da democracia do Brasil após a sua total destruição nos mais de 20 anos de ditadura militar. O Manifesto reconhece a ação histórica da CNBB na convocação da Assembleia Nacional Constituinte e no restabelecimento das eleições diretas para todos os cargos eletivos nos Poderes Executivo e Legislativo das esferas da União.

O documento dá conta também do alerta de que o país vive, hoje, com a eleição do militar Jair Bolsonaro – uma eleição realizada com base em fake news e sob a ingerência de países estrangeiros, como os EUA e Israel – uma grave ameaça de ruptura da democracia, da paz e da ordem constitucional.

Como vários outros organismos eclesiais, que atuam em consonância com a legítima Constituição Federal, a CNBB têm sido alvo de graves agressões e ameaças, incluindo aí ameaças de morte de seus dirigentes.

Na cerimônia de entrega da carta, Gabriel Magno, diretor do Sinpro-DF e da CNTE, lembrou que mais de cinco milhões de professores(as) brasileiros(as) estão sofrendo vários tipos de ameaças de perda de direitos, dentre eles, o da liberdade de cátedra: uma perseguição político-profissional que setores ultraconservadores tentam institucionalizar por meio de projetos de lei preconizados pela Lei da Mordaça (ou Programa Escola sem Partido).

Vilmara Pereira, diretora do Sinpro-DF, disse, durante a cerimônia, que o Sinpro subscreve o documento porque defende uma sociedade democrática e vê a educação como instrumento de construção de uma sociedade mais justa e igualitária, erguida sobre o alicerce da cultura democrática e de paz.

“A gente acredita na educação para construir esse processo democrático e de paz. Ninguém nasce sabendo nada. A gente aprende. E aí o papel da educação é fundamental e a contribuição da CNBB nessa trajetória de educar o nosso povo para se indignar contra as injustiças e para construir uma sociedade mais justa é imprescindível. Então todo o nosso apoio à CNBB”, disse.

Yuri Soares Franco, diretor do Sinpro-DF e secretário de Políticas Sociais da CUT Brasília, afirma que os ataques desferidos pelos setores autoritários à CNBB advêm dos mesmos setores que atacam os sindicatos, as centrais sindicais, os movimentos sociais e do campo. “Por isso  é importante, mais do que nunca, a unidade do povo e das entidades, e seguir na resistência, com o lema que está, hoje, nos movimentos sociais de que ‘ninguém solta a mão de ninguém’. Vamos continuar em solidariedade, nos apoiando, em defesa dos direitos do povo brasileiro”.

Confira aqui o Manifesto em Solidariedade à CNBB

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