Sinpro-DF engaja em campanha permanente da CNTE de combate à violência contra a mulher


“Saber amar é saber respeitar”. Esse é o título da campanha permanente de combate à violência contra a mulher lançando pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), nessa terça-feira (14), durante o encontro internacional da Red de Trabajadoras de lá Educación em Belo Horizonte. Juntamente com a campanha, a CNTE lançou uma cartilha e um site sobre o tema. Na foto, diretoras do Sinpro-DF no lançamento da campanha permanente da CNTE de combate à violência contra a mulher.
Nesta edição, a cartilha trata da cultura do estupro e será distribuída, gratuitamente, nas escolas de todo o país entre os dias 25 de novembro e 10 de dezembro, data dedicada, em todo o mundo, à campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
O Sinpro-DF engajou na campanha permanente “Saber amar é saber respeitar” e irá participar da sua divulgação e da distribuição da cartilha. Na avaliação de Vilmara Carmo, coordenadora da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do sindicato, a campanha foi lançada em momento oportuno.
“A cartilha está editada de forma leve e não poderia ter chegado em outro momento como este, em que a gente vive o recrudescimento da violência contra a mulher, o avanço do fascismo. A cartilha estabelece uma perfeita comunicação com os estudantes, com o possível agressor, porque ela dialoga diretamente com os jovens, e a ideia é a de que a gente possa fazer uma grande campanha de divulgação”, diz a diretora do Sinpro-DF.
Isis Tavares, secretária de Relações de Gênero da CNTE, conta que o lançamento da campanha permanente de combate à violência, à cultura do estupro e a toda a forma de violência surgiu na última reunião do coletivo de mulheres da CNTE em Brasília.
“A partir daí começamos a pensar na campanha, de como ela seria, de que forma poderíamos fazer. A princípio, pensamos em fazê-la somente no período dos 16 Dias de Ativismo, mas, depois, discutindo melhor, pensamos que poderíamos fazer dessa proposta uma campanha permanente, trabalhando nas escolas, direcionado não só às professoras, mas também aos(às) estudantes, aos pais e às mães e, enfim, à comunidade escolar e seu entorno”.
Ela disse que após deliberar pelo caráter permanente da campanha, o grupo decidiu produzir uma cartilha e um site, nos quais irão oferecer todo um aporte de conteúdo sobre o tema. “E terá também uma enquete para que as pessoas possam fazer seus relatos sobre o tipo de violência existente na escola, se já sofreram ou se já presenciaram alguma violência, pais, estudantes, funcionários e professores”.
Isis afirma também que é muito importante os sindicatos filiados à CNTE participarem ativamente e divulgarem a campanha nas escolas. “É assim que faremos com que essa campanha chegue ao maior número de escolas possível para, enfim, a gente poder combater todo e qualquer tipo de violência e de preconceito e, principalmente, que a gente possa trabalhar com a cultura da paz, do respeito, do conhecer, aprender a respeitar e aprender a amar”.
Nesta quarta-feira (15/11), começa o IV Encontro do Movimento Pedagógico Latino-Americano. Clique aqui e confira a programação.
Confira fotos do lançamento da campanha em BH:

 

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