Sinpro-DF convida para o Março Feminista Antirracista Unificadas DF e Entorno nesta segunda (1º)

Há algumas décadas, surgiu o mito de que o Dia Internacional da Mulher era uma homenagem às 129 operárias queimadas vivas em Nova Iorque, EUA, em 1857. Mas essa fábrica nunca existiu. Essa informação é uma fake news que se consolidou e apagou da memória histórica das mulheres e dos homens outras datas reais de greves e congressos socialistas que determinaram o Dia das Mulheres, sua data de comemoração e seu caráter político.

 

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), por meio da Secretaria de Mulheres, recupera um estudo realizado pelo Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) sobre a origem deste dia e resgata o valor histórico da luta das mulheres socialistas de todo o mundo e a verdadeira história do 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

 

A partir desta segunda-feira (1º/3), o Sinpro-DF dedicará todo o mês de março à publicação de textos, informações, lives, vídeos e demais atividades dedicadas à luta e à temática das mulheres. E convida a categoria a acessar a abertura do “Março Feminista Antirracista Unificadas DF e Entorno”, que será virtual, às 19h, pelo YouTube, no endereço https://www.youtube.com/watch?v=qyRwHw8Ss3k&feature=youtu.be .

 

A TV Comunitária de Brasília vai transmiti-la pelo canal 12 da NET e por suas redes sociais: Facebook, Instagram, site e YouTube. “Convidamos a todas e todos a acompanharem no nosso site e nas nossas redes sociais todas as atividades virtuais, literárias, jornalísticas e militantes acerca do tema. O primeiro deles é este, sobre o estudo do NPC que revela e atribui o crédito verdadeiro à criação da data e, mais tarde, às 19h, a abertura do Março Feminista Antirracista Unificadas DF e Entorno”, convida a diretoria colegiada do Sinpro-DF.

 


O Dia da Mulher nasceu das mulheres socialistas

O estudo do NPC demonstra que o 8 de março é uma consequência da luta das mulheres socialistas em todo o mundo. Mas, quais os acontecimentos que levaram as mulheres a definirem o 8 de março como dia de luta mundial das mulheres? Como surgiu a história fake news das 129 mulheres queimadas vivas, em Nova Iorque, no ano de 1857, numa fábrica que nunca existiu, numa data inventada?  E, principalmente, quais os interesses de se criar este mito?

 

A origem histórica deste dia data do começo do século XX, da luta de milhões de mulheres socialistas com a contribuição de outras mulheres que limitavam suas lutas à conquista do direito de voto.  O dia 8 de março foi consagrado por uma greve de operárias russas, em 1917, que, sem planejar, foi o estopim da grande Revolução Russa.

 

Logo em seguida, em 1919, a 3ª Internacional Socialista declarou este dia como o Dia Mundial da Luta das Mulheres. Essa origem do dia, no entanto, não agradava a muitos, como, por exemplo, aos sociais-democratas, burgueses e anticomunistas em geral. Para esses setores, era preciso criar outra história que não remetesse ao movimento das mulheres socialistas. E a fake news foi criada com uma data e uma história mirabolante que até hoje circula por aí.

 

A verdade precisa ser resgatada e a história creditada a quem realmente a escreveu. Daí que trazemos para este primeiro texto desta série a ser publicada em todo o março de 2021 a verdadeira origem do Dia da Mulher, que tem mais de 100 anos. A data foi decidida em agosto de 1910, na Conferência das Mulheres da Internacional Socialista, na Dinamarca. Nos EUA, desde 1908, em Chicago, tinha começado a comemoração de um dia especial: o Dia da Mulher. A partir de 1911, esta decisão das mulheres de vários Partidos Socialistas da Europa e dos EUA começou a ser comemorada em vários países do mundo, em dias diferentes.

 

A partir de 1918, a data se fixou em 8 de março. As mulheres tinham tomado consciência de sua opressão e discriminação de milênios e, também, de que só elas poderiam mudar a sua história. Mulheres, durante séculos e séculos, foram apedrejadas, queimadas, estereotipadas como hereges ou bruxas como se bruxas e hereges pudessem ser martirizadas, foram violentadas pelos seus senhores e humilhadas pelos seus maridos. Mulheres tratadas como seres inferiores. Basta pensar que na França, na Itália e no Japão, a mulher só conseguiu conquistar o direito de voto em 1945.

 

“Juntamente com esse resgate histórico, trazemos algumas questões sobre o Dia Internacional da Mulher, tais como: qual o sentido do Dia da Mulher? Dia de luta para quê? Trata-se de uma data para que a mulher seja reconhecida e se reconheça como ser humano e sujeito da sua própria história. Com iguais direitos, em casa, no trabalho, na escola, na sociedade, em tudo”, afirma Vilmara do Carmo, coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro-DF.

 

 

 

 

 

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