Sinpro-DF amplia serviço de convênio com a área de saúde

A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa que a entidade irá acrescentar em sua política de convênio a possibilidade de desconto em dois planos de saúde distintos. Na reunião realizada nesse sábado (17), anunciou que, em breve, irá disponibilizar um plantão de esclarecimentos, com data ainda a ser definida, sobre a adesão dos filiados. É importante a categoria ficar alerta aos comunicados, sobretudo ao site, para não perder a oportunidade de esclarecer dúvidas no período do plantão.
Na reunião, a diretoria colegiada divulgou que duas operadoras de plano de saúde vão integrar o rol de empresas que oferecem descontos para a categoria do magistério público. Uma é a Quallity, cujo plano é ambulatorial, com assistência odontológica, mas, sem internação. E, a outra, é a Sul América, que oferece um plano de saúde completo e de amplitude nacional.
O convênio com as operadoras é mais uma modalidade desse tipo de serviço, semelhante ao da MasterClin. Portanto, o(a) professor(a) e o(a) orientador(a) educacional terão desconto nas operadoras de plano de saúde que têm convênio com o Sinpro-DF, assim como ocorre em lojas, salões de beleza, academias, laboratórios por meio do convênio da MasterClin.
“Ou seja, o Sinpro-DF não tem nenhum tipo de vínculo comercial, administrativo ou financeiro com as operadoras: apenas negociou e intermediou um desconto na tabela das empresas operadoras para os(as) sindicalizados(as). A relação comercial e adminstativa é individual e, estritamente, entre o(a) filiado(a) e a empresa operadora do plano de saúde”, informa Rosilene Corrêa, diretora de Finanças.
Ela esclarece que o objetivo desse serviço de convênio é uma forma de o sindicato, na sua política de convênios com empresas comerciais e prestadoras de serviços, oferecer à categoria a possibilidade de contratar um plano de saúde com desconto e oferecer aos(às) professores(as) e orientadores(aso) educacionais que não contam com atendimento médico, ou para aqueles a quem possa ser mais compensador, a opção de aderir a um plano de saúde com desconto.
A diretoria colegiada, por sua vez, destaca a defesa do plano de saúde contido na pauta de reivindicações e informa que irá continuar batalhando, juntamente com a categoria, pela implantação do plano desse plano. Lembra também que esse convênio visa à atender, em parte, a uma necessidade da categoria que não tem a devida atenção do Governo do Distrito Federal (GDF).
“A prova do descaso com a saúde do docente é o elevado número de professores(as) readaptados na rede pública de ensino. O atual governo, como outros, não prioriza a categoria e, nesse sentido, o Sinpro-DF apresenta a alternativa desses convênos com desconto para os sindicalizados”, diz.
Sindicato tem histórico de luta por melhores condições de saúde
A diretoria colegiada defende, por princípio, o fortalecimento do sistema de saúde público. Contudo, diante do quadro de intenso adoecimento da categoria e de baixos salários, passou a lutar por um plano de saúde subsidiado pelo GDF.
A partir de debates com a categoria, foi incluída, na pauta de reivindicações, a necessidade de o governo oferecer um plano de saúde, uma vez que a estrutura de saúde pública é precária e não atende à demanda da população. A categoria entendeu que deveria cobrar do GDF essa responsabilidade com os(as) trabalhadores(as) do magistério público.
Tanto é que, em 2005, no governo Roriz, a categoria conquistou o plano de saúde após uma greve. O Poder Executivo enviou um projeto de lei de criação do plano de saúde à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que chegou a ser votado e fundado o Instituto de Saúde do Servidor, visto que o pleito pressupõe a implantação de uma política de prevenção e não somente o atendimento médico-hospitalar a professores já adoecidos. Mas nada disso foi implantado.
A diretoria recorda que passaram os governos Roriz, Arruda, Agnelo e, agora, Rollemberg , e nenhum avanço ocorreu no caso do plano de saúde. A exceção foi no governo Agnelo que, depois de 52 dias de greve, a categoria conquistou o auxílio-saúde no valor de R$ 200,00.
Ela entende que situação de saúde da categoria do magistério público piorou muito mais no governo Rollemberg e afirma que, após 3 anos sem nenhum centavo de reajuste, quem depende de um plano de saúde privado, uma vez que a saúde pública deixa a desejar, tem sentido no bolso o peso dos reajustes desmesurados das operadoras de planos privados.
“Diante desse quadro, o Sinpro-DF, que tem uma política de convênios com empresas privadas de várias áreas dos serviços – desde salão de beleza até clínica de saúde, laboratório e comércio em geral -, decidiu atender ao pleito da categoria e estender esses convênios à área de saúde, como paliativo, enquanto não se conquista o plano de saúde reivindicado e uma política de saúde para a carreira do magistério público”, finaliza Rosilene.

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