Sinpro-DF abre inscrições para o IV Seminário de Raça e Sexualidade

Estão abertas as inscrições para o IV Seminário de Raça e Sexualidade. A atividade será realizada nos dias 20 e 21 de março de 2020 e tem como objetivo proporcionar aos (às) participantes, uma reflexão aprofundada acerca dos temas raciais e da diversidade de gênero, bem como esses conteúdos são vistos pela categoria e ministrados em sala de aula.

Os (as) participantes receberão certificação com validade para a carreira do magistério público na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF). Para se inscrever, basta acessar a página de inscrição no link: https://www.sinprodf.org.br/iv-seminario-raca-e-sexualidade/

Confira aqui a PROGRAMAÇÃO

Com o tema “Por uma escola livre do racismo e da LGBTfobia”, a Secretaria de Raça e Sexualidade pretende que o seminário inaugure uma modalidade de formação continuada  com oficinas e visitas a quilombos e comunidades indígenas, além da participação em ambiente virtual e presencial, no local de trabalho. 

“Teremos diversas mesas que abordarão a questão étnico-racial, dos nossos ancestrais africanos, sobre os povos originários, outra sobre gênero e um painel que irá  mostrar, na prática, como os professores e professoras trabalham os temas”, informa Márcia Gilda Moreira Cosme, coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF. 

Dessa forma, pretendemos mostrar que é possível trabalhar de fato com essas temáticas no cotidiano escolar. A escola não pode se omitir, precisa fomentar o debate e ir além dos muros. Precisamos como Paulo Freire, entender o papel da escola: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda., afirma Márcia.

Letícia Montandon, também diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-Df, entende que, “diante do atual cenário, o papel da escola é fazer sim esse debate, romper o silêncio e fazer essa discussão”. Ela informa que durante o seminário acontecerá o lançamento do Abraço Negro, uma atividade da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), realizada pelos sindicatos filiados nas escolas da rede pública de ensino de todo o País e que este ano homenageará a cantora Elza Soares.

“Temos hoje um Currículo em Movimento que está sendo desconstruído pelo governo. Vai começar uma discussão sobre ele agora e a gente precisa estar atento porque o Currículo em Movimento em curso é propositivo, progressista, sociocultural, histórico e inclusivo. A gente não está trabalhando sobre a  diversidade e lutando por uma Educação Antirracista da nossa cabeça: existe uma legislação e um currículo que norteiam a prática pedagógica para gente cumprir”, afirma Letícia.

Para Ana Cristina, diretora da pasta, o Seminário se propõe a fazer uma reflexão enquanto educadores e educadoras, sobre a nossa prática em sala de aula e como agentes de transformação. “A nossa prática cotidiana deve ser instrumento de empoderamento das minorias historicamente deixadas à margem da nossa sociedade. Só haverá uma educação antirracista e livre da LGBTfobia se ela for inclusiva em todos os níveis, para promover o pertencimento de todos os grupos sociais.”

 

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