Servidores da Ocidental enfrentam intransigência, liminar e agressão

A pedido da Prefeitura da Cidade Ocidental, a Justiça declarou ilegal a greve dos servidores nesta quarta (9). O Sindserco, sindicato da categoria, recorreu dessa decisão liminar e orientou a suspensão da paralisação para evitar represálias administrativas. A entidade instalará tenda diante da sede do governo municipal e seguirá com atividades permanentes no local para pressionar a prefeita a recuar e negociar com o funcionalismo.
IMG-20160310-WA0073O movimento dos servidores registrou incidentes de violência também na quarta-feira, com a agressão por parte de um vereador do partido da prefeita, Giselle Araújo, contra um servidor. Nova assembleia do funcionalismo deverá ser realizada na segunda (14) para analisar a continuidade do movimento.
Na tarde dessa quarta-feira (9), dirigentes Sindserco foram surpreendidos por uma liminar judicial que considerou a greve ilegal e abusiva por atingir serviços considerados essenciais pela legislação. A justiça estipulou multa diária ao sindicato em caso de não suspensão da paralisação pelo funcionalismo.
Por orientação dos dirigentes sindicais, o funcionalismo retornou aos postos de trabalho e suspendeu o movimento paredista por tempo indeterminado, mas as mobilizações continuarão firmes na reivindicação por reajustes salariais.
A partir desta segunda-feira (14), as atividades do sindicato serão realizadas em frente à prefeitura da Cidade Ocidental. Os dirigentes levantarão acampamento no local e todos os atendimentos aos servidores e manifestações serão realizados lá. Essa é a forma encontrada pelo sindicato de continuar pressionando a prefeitura.
A pedido de Osman Carvalho Teles, presidente do Sindserco, os servidores comparecerão no acampamento fora do horário de trabalho de acordo com a disponibilidade de cada um, integrando-se às manifestações.
Agora, os servidores aguardam que a justiça avalie o mérito da ação contra a greve e reconsidere a medida liminar.
IMG-20160310-WA0069Para Osman Carvalho, a decisão da justiça veio em momento difícil do movimento, porém, quando for comprovada a legalidade da greve, que um direito dos trabalhadores, os servidores voltam às ruas com força total para reivindicar melhores condições salariais. “Aguardaremos a avaliação da justiça e retomaremos a greve se for necessário. O importante agora é garantir que os servidores não sofram prejuízos com cortes de ponto”, disse.
Além de serem prejudicados pela intransigência da prefeita Giselle Araújo (PTB), que se recusa a apresentar propostas que contemplem o funcionalismo, os trabalhadores sofrem ataques de alguns vereadores que apoiam o atual governo municipal.
Nessa quarta-feira (9), por exemplo, durante as mobilizações dos servidores, o vereador Afonso Baiano (PDT) humilhou e agrediu com um soco um guarda patrimonial em frente à Câmara Municipal. Esta não é a primeira vez que o vereador Afonso trata com brutalidade os servidores e desvaloriza o trabalho do funcionalismo.
Para Osman Carvalho a postura do vereador demonstra o desrespeito do partidários da prefeita com a categoria, refletindo a postura da administração. “Nós do Sindserco repudiamos esse posicionamento agressivo, retrógrado, autoritário, antissindical e anti-trabalhador”, criticou o dirigente.
A greve geral foi iniciada no dia (7), depois de duas semanas com paralisações parciais. O funcionalismo exige o reajuste de 11,36%  no Piso Salarial do Magistério, estabelecido em lei, reajuste salarial dos demais servidores em 11,27%, adicional de periculosidade dos fiscais e guardas municipais, entre outros pontos. A única proposta oferecida pelo governo municipal é um reajuste de apenas 2% a toda categoria.

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