Sequestro e morte de liderança do MST no Paraná é ação típica das piores ditaduras e precisa ser urgentemente investigado

banner site cnte 2019 banners nota publica

O último final de semana registrou o assassinato de Ênio Pasqualin, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) do Paraná, morto a tiros no município de Rio Bonito do Iguaçu/PR, onde vivia com a família no assentamento Irene Alves dos Santos. Sequestrado em casa ainda no sábado à noite (24/10), seu corpo foi encontrado no dia seguinte com sinais claros de execução.

Aos 48 anos, o Brasil perde mais um bravo e aguerrido lutador do povo, se somando às muitas mortes de lideranças políticas que diuturnamente ocorrem em nosso país. O que mais chamou a atenção foi o modus operandi da morte: sequestrado em casa para depois ser executado é procedimento usual das bárbaras mortes e assassinatos que ocorriam na ditadura militar que assolou o país no período de 1964 a 1985.

É urgente a investigação, a prisão e a punição dos envolvidos nesse crime bárbaro. E essa tarefa é fundamental que se dê a partir do envolvimento não só do Governo do Estado do Paraná, mas de outras esferas e instâncias federativas, com a participação de grupos de direitos humanos, do Ministério Público e até do Governo Federal.

Os/as educadores/as de todo o país se solidarizam com os familiares desse grande lutador social e cobram a solução desse crime. Prestamos também nossa mais irrestrita solidariedade aos/às companheiros/as do MST que, consternados/as como todos os/as brasileiros/as, não se intimidarão da luta contra o ambiente crescente de fascismo que toma conta de nosso país. Se a democracia e a defesa dos direitos humanos estão atualmente convalescentes no Brasil, nossa luta seguirá pelo restabelecimento imediato de suas condições.

Brasília, 26 de outubro de 2020

Direção Executiva da CNTE

Skip to content