Salários devem ser pagos na quinta-feira, mas professores mantêm mobilização

2015.01.09 - Ato de Protesto
Os salários dos(as) professores(as) do quadro efetivo e temporários, referentes a dezembro, estão programados para cair nas contas-correntes na noite da próxima quarta-feira (14), ou seja, disponível apenas na quinta-feira (15). O pagamento do 13º e das diferenças e do um terço do abono de férias continuam sem previsão, assim como a rescisão dos temporários.
As informações foram dadas pelo secretário de Relações Institucionais e Sociais do GDF, Marcos Dantas, em reunião com representantes do Sinpro, da CUT Brasília e de demais categorias que têm pendências financeiras a serem pagas pelo governo.
O encontro ocorreu na manhã desta sexta-feira (9), no Palácio do Buriti, em resposta a uma mobilização geral, convocada pela CUT Brasília, de servidores e funcionários terceirizados que prestam serviços ao GDF.
Durante o encontro, a diretora Rosilene Corrêa deixou claro que o questionamento não é a Saúde ter recebido, mas a Educação não ter recebido. “As duas categorias estão com pendências junto ao governo e ambas são contempladas pelo Fundo Constitucional”, disse.
Para a diretora, o governo fez essa divisão porque sabe que a categoria está em férias, o que descartaria uma greve no momento. “Mas uma atitude como esta se arrasta e pode comprometer o início do ano letivo. Daqui a pouco as aulas começarão e nós saberemos dar a resposta”, frisou.
Na reunião, Rosilene e Cleber Ribeiro Soares reafirmaram a urgência do pagamento da rescisão dos(as) professores(as) temporários(as) junto com os salários, esclarecendo que o pagamento dissociado nunca aconteceu antes. Dantas ficou de dar uma resposta ao longo da próxima semana.  “Vamos resolver esses problemas. À medida que os recursos forem aparecendo, nós vamos negociando”, disse o secretário.
Os dirigentes do Sinpro destacaram ainda que a alteração unilateral e arbitrária do calendário escolar visou a apenas adiar as férias, ganhar tempo, e a fazer com que o governo saísse da condição de devedor e “nos deixassem na condição de mais endividados, sem falar que isso compromete o bom andamento do dia a dia da escola”. Para os dirigentes, a situação se agrava e “essas medidas  já demonstram para nós o que enfrentaremos este ano”.
Mobilização permanente
De acordo com os representantes do Sinpro a proposta é manter a mobilização até que tudo se resolva. “A situação está insustentável, os professores não têm mais como administrar as suas vidas devendo dinheiro. Não adianta ter férias se não se tem condições de descanso”, enfatizaram.
Para o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto, “há dois meses o GDF vem atrasando o pagamento do 13º salário e benefícios dos servidores públicos da saúde e da educação. O mesmo acontece com os trabalhadores terceirizados que prestam serviços em órgão públicos do Distrito Federal. O cenário, que há mais de uma década não se estabelecia na capital federal, choca a população e mobiliza toda a classe trabalhadora”.
“Este acampamento [na Praça do Buriti] é só o começo e vai permanecer até que todas as pendências com os trabalhadores dos setores público e privado sejam resolvidas. Fora isso, haverá toda uma série diária de atividades e atos em pontos diversos da cidade para forçar o governo a resolver. Caso essas demandas não sejam resolvidas até o dia 16, faremos nesta data um Dia Unificado de Luta da Classe Trabalhadora em Brasília, com todas as entidades filiadas à CUT”, avisou Rodrigo.

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