RETROSPECTIVA 2020 | Luta pelo isolamento social e o não retorno às aulas presenciais

Em julho, a luta pela manutenção do isolamento foi intensificada por causa das decisões dos governos federal e local de retornar com as aulas presenciais. Alinhado com a política genocida do governo Jair Bolsonaro, o Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou o retorno presencial às aulas para agosto, mesmo sem qualquer adaptação das escolas. Muitas delas não tinham nem sequer sabão e água nos banheiros.     

Uma série de ações foram realizadas para denunciar a política genocida, com comprovações do aumento de casos de contaminação e morte pela Covid-19, no Distrito Federal e dentro das escolas. O Sinpro-DF reeditou a campanha “Não Somos Cobaia”. Nela, estudantes da rede pública de ensino fizeram vídeos falando da gravidade do retorno presencial às aulas.

Também colocou, na televisão, a campanha “Diga não ao retorno presencial nas escolas” e realizou uma série de lives (apresentações) sobre o tema, com a participação de pais, mães, estudantes e representantes das escolas. Com todas as ações desenvolvidas pelo sindicato e o apoio de parlamentares parceiros, a entidade garantiu a manutenção do ensino remoto.

Entretanto, julho também foi o mês em que a base aliada do governador Ibaneis Rocha, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), aprovou o reajuste da alíquota previdenciária de 11% para 14%. Mas a luta do sindicato contra a pauta não foi em vão.

“Nossa atuação, juntamente com representações do funcionalismo público distrital, garantimos que, naquele momento, a idade e o tempo de contribuição para se aposentar não fossem alterados. Em julho implantamos, também, no nosso site, ferramentas de acessibilidade, com audiodescrição e interpretação em língua de sinais dos conteúdos”, lembra a diretoria colegiada do Sinpro-DF.

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