RETROSPECTIVA 2020 | Campanhas contra a volta às aulas presenciais e solidariedade de classe

Uma das palavras que marcaram o mês de abril foi solidariedade. A política neoliberal do governo Bolsonaro em conjunto com a falta de gestão da pandemia, levou empresários a demitirem uma gigantesca quantidade de trabalhadores. Diante do desemprego e da fome crescentes, participamos da campanha “Quem Tem Fome, Tem Pressa” e realizamos a Rede Solidária de Educação, com doação de cestas básicas, produtos de higiene pessoal, máscaras e álcool em gel.

Colaboramos a população e com o Governo do Distrito Federal (GDF) e colocamos os espaços físicos do sindicato à disposição do sistema público de saúde para realização do atendimento às vítimas da Covid-19. Enquanto a solidariedade foi a atitude que definiu nossas ações, a crueldade deu o tom à movimentação do governo federal.

A base aliada ao governo Bolsonaro, na Câmara dos Deputados, aprovou a chamada Carteira Verde e Amarela e aprofundou os prejuízos já trazidos pela reforma trabalhista. No mesmo mês, foi desmascarado que o Gabinete do Ódio, atuando dentro do Palácio do Planalto, foi articulado para desmantelar a democracia.

Aliado do governo Jair Bolsonaro, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou o retorno presencial das aulas nas escolas militarizadas. Reagimos com firmeza. Lançamos a campanha “A Educação Não Pode Morrer”, com intensa divulgação nos meios de comunicação. O governador persistiu no retorno presencial das aulas. A nossa resposta foi o fortalecimento da luta. Lançamos nova campanha com o título “Não somos cobaias!”

Ibaneis anunciou que o retorno das aulas estava previsto para 18 de maio. Continuamos firmes na luta, mesmo diante do anúncio do retorno das aulas para o dia 18 de maio. O resultado foi a ação do Ministério Público na Justiça para obrigar o governador a manter o isolamento social.

No dia 30 de abril, um dia antes do Dia do Trabalhador, Ibaneis anunciou a aplicação das novas alíquotas previdenciárias para servidores do GDF. Imediatamente, o Sinpro-DF iniciou a luta contra mais este ataque ao funcionalismo público.

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