Renan Rosa defende Lula e denuncia o golpe que derrubou Dilma

O segundo entrevistado na sabatina do portal Metrópoles na manhã desta segunda-feira (20) foi com o candidato do PCO ao governo do DF, Renan Rosa. Logo na apresentação, o candidato já denunciou o golpe de Estado vigente no país e que a prisão do ex-presidente Lula é mais um fato inserido neste contexto.
A entrevista foi nacionalizada, com o candidato apresentando as ideias do partido e atacando a maioria das candidaturas. “Muitos candidatos prometem coisas, mas apoiaram o golpe e a retirada de direitos, isso é demagogia”, aponta. De acordo com o candidato, “a ofensiva da direita e o golpe tiram recursos da educação e da saúde, deixando os servidores fragilizados. Rollemberg implementa na prática a terceirização, destruindo os Planos de Cargos e Salários das categorias e achatando os salários”. O governador, para o candidato, “é a reprodução fiel do golpe, pois ele apoiou o Aécio e o golpe contra a Dilma”
Ele defende um governo que seria entregue para a população, que através de conselhos populares, sindicatos e associações, seriam definidas as suas próprias ações. Também defende uma greve geral, em defesa da candidatura de Lula.
Educação
O candidato reconheceu que não tem um conhecimento aprofundado de todas as metas do Plano Distrital de Educação, porém afirma que “o problema do PDE é a sua aplicabilidade. O Plano é parte de uma luta contra a União. Em um cenário de golpe, ele fica impossibilitado”.
“Educação não é comércio”, endossa Renan. Ele defende a estatização total do ensino, “com o fim das escolas privadas”. Defende a escola laica e transporte de qualidade para os estudantes. Da mesma forma, disse que estatizaria o Hospital de Base, pois “educação, saúde e transporte não são para comércio”.
Chama o tíquete alimentação dos professores (há mais de 1000 dias sem reajuste) de “vale coxinha, pois é apenas de 200 e poucos reais ao mês”. Também criticou o GDF por não oferecer um plano de saúde para a categoria.
O candidato chama de “arbitrariedade” as pecúnias dos servidores ainda não serem pagas. Para ele, “servidor público tem que ter estabilidade e se aposentar com o mesmo salário da ativa”.
Lula
Para o candidato do PCO, “os programas sociais do PT nós reconhecemos a importância, mas foram muito limitados”. Ele endossou críticas ao PT na política econômica e disse que “o golpe está destruindo 13 anos de conquistas sociais do PT e dos trabalhadores”. Renan diz que “Lula é a expressão do povo pobre e da classe operária brasileira. Lula é um dos maiores líderes populares do mundo e não existem provas contra ele, pois sua prisão é fruto do golpe”.
Segurança e previdência
Renan defende a dissolução das polícias, com os servidores policiais sendo incorporados ao quadro dos servidores do GDF. Conselhos com representantes da população seriam organizados para que aparatos de segurança sejam criados. O candidato aponta que “as forças de segurança pública reprimem a população, principalmente a pobre e negra. Quanto mais o Estado reprime, mais a população sofre”.
Ele afirmou que “a reforma da previdência é pensada apenas para favorecer os bancos”. Para Renan, “temos que ampliar o direito à aposentadoria, pois atualmente o governo deseja que as pessoas morram antes de se aposentar. O remanejamento de recursos do Iprev é o golpe no plano local”.
O candidato defende o BRB público, a estatização do sistema financeiro, com um único banco estatal (todos os bancos privados seriam estatizados), que seria dirigido pelos próprios servidores do banco.
Para solucionar o desemprego, ele aposta na diminuição da jornada de trabalho, “pois trabalhando menos todos trabalharão”.
Ele critica a imprensa, principalmente a Rede Globo, que sempre teve um lado. “Do golpe para cá… O que teve de fake news… O que fizeram contra Lula, contra a Dilma, contra a esquerda, contra o PT… O grau de manipulação da imprensa é absurdo”.
Em relação aos outros partidos de esquerda, o candidato endossou que “o único partido revolucionário é o PCO. Já o PSTU é uma anomalia na esquerda, pois até defendem ideias de direita, como a prisão do Lula e o golpe. Perderam o rumo”, diz.
A sabatina do Metrópoles
No primeiro bloco, após uma breve apresentação, os candidatos respondem a perguntas gravadas em vídeo com membros dos Sindicatos. Além do Sinpro, participam da sabatina a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde), Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol), Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo), Sindicato da Categoria dos Peritos Oficiais Criminais (SindiPerícia) e o Sindicato dos Bancários de Brasília.
No bloco seguinte, as perguntas são formuladas pelos jornalistas do portal que entrevistam cada candidato. As sabatinas prosseguem até terça-feira (21), confira o cronograma:
Cronograma das sabatinas:
20/8 – segunda-feira
9h – Alberto Fraga (DEM)
10h30 – Renan Rosa (PCO)
14h – Júlio Miragaya (PT)
15h30 – Ibaneis Rocha (MDB)
19h – Alexandre Guerra (Novo)
20h30 – Fátima Sousa (PSol)
21/8 – terça-feira
9h – Eliana Pedrosa (Pros)
10h30 – Rodrigo Rollemberg (PSB)
14h – Antônio Guillen (PSTU)
15h30 – Paulo Chagas (PRP)
19h – Rogério Rosso (PSD)

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