Vitória da luta: governo Celina recua e reintegra núcleos extintos da SEEDF, após forte repercussão negativa
A pressão do Sinpro, de educadores, pesquisadores e comunidades escolares levou o governo Celina Leão a reintegrar os núcleos da Secretaria de Estado de Educação (SEEDF) extintos por decreto recentemente, de forma unilateral e autoritária. Publicado em 21 de setembro, o decreto foi revertido uma semana depois, na terça-feira (29/9), após a forte repercussão negativa da medida, que atingiu áreas estratégicas da educação pública.
A reversão representa uma vitória da mobilização e evidencia a falta de diálogo do governo com quem conhece a realidade das escolas. Contudo, o recuo da governadora, a poucos dias da eleição e após a repercussão negativa na categoria, ganha contornos eleitoreiros e acende um alerta sobre as decisões que vêm sendo tomadas, o projeto político que vem sendo delineado para a educação pública e sobre o que poderá ocorrer com essas estruturas após as eleições.
O Decreto nº 49.394/2026 extinguiu 19 estruturas, dentre elas as de Educação Ambiental, Língua Estrangeira, Memórias da Educação e Arte-Educação, Apoio e Articulação dos Atendimentos da Educação Inclusiva e Especial, além da Unidade de Educação Inclusiva e em Tempo Integral. A decisão unilateral provocou reação da categoria, que acionou o Sinpro. O sindicato, por sua vez, alertou sobre os prejuízos da medida para os projetos pedagógicos e todas as políticas públicas da educação que atendem a milhares de estudantes da rede pública.
“É importante destacar que um governo que não conversa com quem faz a educação acontecer comete erros grosseiros e depois precisa retroceder em suas decisões. Foi exatamente o que aconteceu. Temos uma nova gestão à frente da SEEDF que não conhece a realidade da rede”, afirmou a diretora do sindicato, Márcia Gilda.
Ela explica que a reintegração é fundamental para assegurar a continuidade de políticas públicas que impactam diretamente mais de 50 mil estudantes e destaca que as atividades desenvolvidas por esses núcleos não são acessórias, e sim parte estruturante do processo de ensino e aprendizagem.
Apesar da vitória da mobilização contra o decreto, o Sinpro vê o recuo com preocupação e alerta para o fato de essa ação ocorrer perto do dia da eleição para governador, quando decisões de governantes e seus impactos na educação pública ganham ainda mais visibilidade. Embora a reintegração seja uma vitória, o Sinpro convida a categoria a manter-se alerta, mobilizada e participante das ações de defesa da rede pública de ensino do DF.
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Sinpro repudia ação do GDF de extinguir núcleos que estruturam a educação pública do DF
