População vai às ruas e diz não à onda de retrocessos proposta por Bolsonaro

Mais de um milhão de brasileiros(as) saíram às ruas nessa quarta-feira (15) em defesa da Educação e dos direitos da classe trabalhadora. Em um nítido sinal de reprovação com a reforma da Previdência proposta pelo presidente Bolsonaro, em defesa do direito à aposentadoria e contra o corte de investimentos na Educação, professores(as), estudantes, sindicatos, funcionários técnico-administrativos da rede pública de ensino e da rede privada, e trabalhadores(as) de todo o país ocuparam as ruas e deflagraram a Greve Nacional da Educação.

O protesto, que precede a Greve Geral que será realizada no dia 14 de junho, foi uma resposta ao projeto de desmonte da educação pública conduzido por Jair Bolsonaro (PSL) e pelo ministro da Educação Abraham Weintraub, e à política de retrocessos e de desrespeito que o governo federal tem adotado com o(a) trabalhador(a).

O corte de 30% no orçamento discricionário de 2019 para todas as universidades e institutos federais anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) há alguns dias representa um duro golpe à luta por uma educação pública de qualidade, e para a diretoria do Sinpro as mobilizações mostraram que a população é totalmente contrária às políticas de Bolsonaro e de sua equipe ministerial.

O futuro de um país passa diretamente pelo respeito à Educação, e não é com o corte de verbas que encontraremos esse caminho. A trajetória de crescimento, de progresso, de uma vida digna à população e de avanço nos mais variados segmentos do país passa pelo investimento em escolas, universidades e na educação, fato que esse governo tenta acabar. Contra todo desrespeito e à tentativa de retrocessos do governo Bolsonaro a paralisação da educação tomou conta das escolas, institutos federais, universidades, praças, ruas e avenidas das capitais de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, além de centenas de cidades do interior do país.

A população está unida contra os cortes na educação e contra a proposta de reforma da Previdência, que vai impedir o acesso à aposentadoria de milhões de brasileiros(as).

 

Idiota é quem não luta, Bolsonaro

Em meio às manifestações pacíficas e democráticas realizadas por milhões de brasileiros ao redor do Brasil, Bolsonaro mostrou, mais uma vez, que não entende a importância da democracia. Durante breve conversa com jornalistas nos Estados Unidos, o presidente disse que a luta em defesa de recursos para a educação é feita por “idiotas úteis”, classificados por ele como “militantes” e “massa de manobra”. Além disso, afirmou que os estudantes que estão nas ruas “não sabem nem a fórmula da água” e servem de instrumento político para “uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais”.

A fala de Bolsonaro revela um total desconhecimento com relação aos protagonistas do ato, uma vez que participaram do Greve Nacional da Educação trabalhadores das mais variadas áreas e brasileiros que empunhavam a bandeira do respeito aos seus direitos, direitos esses conquistados diante de muita luta.

A diretoria do Sinpro sempre estará na luta por mais investimentos na educação, na luta pelos direitos da classe trabalhadora e na busca por uma educação de qualidade a cada brasileiro. Não nos calaremos diante do autoritarismo e da tentativa de retrocessos. É diante da luta que conquistaremos nossas vitórias.

 

Professores do DF no ato

Professores(as) e orientadores(as) vieram de todas as regiões administrativas do Distrito Federal participar do ato em defesa da Educação, da aposentadoria e contra as políticas de retrocessos apresentadas pelo governo federal. Unidos aos demais trabalhadores e estudantes da capital federal, marcharam do Museu Nacional da República até o Congresso Nacional, e depois retornaram em marcha até a Rodoviária do Plano Piloto.

 

Beco sem saída

O Sinpro apresentou nessa quarta-feira (15), durante a Greve Nacional da Educação, uma abordagem lúdica para explicar à população o que a reforma da Previdência fará caso seja aprovada. Em uma cabine, o cidadão é convidado a entrar para descobrir quem é a pessoa que não vai se aposentar com a reforma de Jair Bolsonaro. Ao passar pela cortina e entrar na cabine, a pessoa se depara com uma pergunta (Quem não vai se aposentar com a reforma da Previdência) e uma porta. Ao abrir, descobre que é ele mesmo que vai ficar sem se aposentar.

A abordagem lúdica explica à população o quanto a reforma é prejudicial para todos(as) os(as) trabalhadores(as) e para os jovens que ao concluir seus estudos, terão dificuldades em ingressar no mercado de trabalho.

Juntamente com a cabine o Sinpro entregou um panfleto espelho explicando os prejuízos da reforma, disponibilizando contatos telefônicos dos parlamentares do Distrito Federal para que cada um ligue e peça para votar contra.

Aqueles(as) que quiserem que o sindicato leve a cabine para passar um dia na escola para que professores(as) trabalhem o tema com a comunidade escolar e com os próprios estudantes nos horários de entrada de turno ou dias de reunião podem ligar para a imprensa do Sinpro (3343-4236) e agendar o dia que querem a cabine do Beco sem Saída na sua escola.

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