Plataforma quer mostrar que mortos pela Covid-19 vão além da estatística

2020 07 17 inumeraveis

 

Na plataforma digital “Inumeráveis”, familiares de vítimas da Covid-19 podem homenagear seus entes queridos e manter viva a lembrança de quem não resistiu à doença. O site foi criado com o objetivo de reverter a lógica fria com que as mortes pelo novo coronavírus têm sido retratadas no Brasil e prestar homenagem às vítimas. 

O site ressalta: “é uma celebração de cada vida que existiu e que existe, e de como podemos entrelaçá-las para construir memória, afeto, respeito e futuro”. Na avaliação dos criadores da iniciativa: “Em 2020, o mundo vem sendo duramente atingido pelo coronavírus. Como em todas as pandemias, pessoas tornaram-se números. Estatísticas são necessárias. Mas palavras também. Se nem todas as vítimas tiveram a chance de ter um velório ou de se despedir de seus entes queridos, queremos que tenham ao menos a chance de terem a sua história contada. De ganharem identidade e alma para seguir vivendo para sempre na nossa memória”.

São duas possibilidades de colaboração: uma para jornalistas, estudantes de jornalismo e outros profissionais que desejarem se voluntariar para reportar uma história, e outra para familiares e amigos prestarem uma homenagem à vítima. Os próprios amigos e familiares podem enviar um texto sobre a pessoa ou preencher um formulário para que a plataforma crie esta homenagem.

 “O objetivo principal é ajudar as pessoas individualmente e a se conectarem de forma mais verdadeira com a profundidade, a abrangência e a seriedade do momento que estamos vivendo”, afirma Edson Pavoni, um dos criadores da iniciativa, em entrevista à Catraca Livre. O “Inumeráveis” é uma obra do artista Edson Pavoni em colaboração com Rogério Oliveira, Rogério Zé, Alana Rizzo, Guilherme Bullejos, Giovana Madalosso, Jonathan Querubina e os jornalistas e voluntários que continuamente adicionam histórias ao memorial.

O projeto também mantém perfil na rede social Instagram, acesse aqui

(Com informações da TV Brasil e do site Catraca Livre)

 

Reprodução: CNTE

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