Paulo Chagas se diz favorável à meritocracia, às privatizações e diz que pagará reajuste caso tenha recursos

O candidato ao Governo do Distrito Federal pelo Partido Republicano Progressista (PRP), Paulo Chagas, foi o penúltimo entrevistado da sabatina promovida pelo Metrópoles em parceria com sindicatos e pela CUT. As entrevistas estão sendo feitas com os onze postulantes ao GDF, que respondem a perguntas das mais variadas áreas. O evento está sendo transmitido pelo Facebook do Sinpro.
Na reserva, o general de Brigada se coloca favorável à meritocracia, principalmente na área da Educação; disse que o último reajuste salarial do servidor público deverá ser pago, desde que tenha recursos para isso; não vê grande disparidade de salários entre homem e mulher; afirma ser a favor da Escola sem Partido, argumentando que escola não é um lugar para se pregar ideologias; e ressalta ser favorável á privatização, argumentando que parto do princípio que o Estado não precisa ter empresas”.
Confira a entrevista:
 
Cumprimento das 21 metas do PDE
Vamos fazer uma revisão nesse plano e segui-lo à risca, para ver se as metas são realmente necessárias para o bom rendimento do ensino público do Distrito Federal. São coisas que devem ser seguidas e obedecidas para não ficar perdido no aspecto da educação, que é um área fundamental.
 
Meta 17
Com relação ao salário, deve ser obedecida na medida do possível. Se é uma lei, a obrigação é cumprir. Sou contra desfazer alguma coisa que já foi planejado anteriormente. Logicamente precisamos fazer uma revisão para ver se é viável, factível, mas é obrigação do governo assumir.
 
Universalização do ensino infantil
Está no nosso plano fazer vaga nas creches para todas as crianças. Não gosto de estabelecer números. Vamos nos empenhar para que todas as crianças tenham vagas nas creches, até mesmo porque as famílias precisam trabalhar e precisam deixar os filhos em um lugar seguro. É papel do Estado isso.
 
Pagamento da última parcela do reajuste
Se é um compromisso assumido anteriormente, deve ser cumprido. Só não será cumprido se não tiver recursos. Não faço promessas. Assumo compromissos. Cumpro uma missão e a missão que estou preparado e comprometido a cumprir é de arrumar tudo que não está funcionando bem, como por exemplo a etapa do reajuste prometido. É uma dívida e deve ser paga.
 
Cargos comissionados
Não tenho outro compromisso, senão com minha própria consciência. Não tenho comprometimento político, passado político nenhum. A nomeação de cargos para o pagamento de compromissos assumidos não será feito, mesmo porque não tenho compromisso com partido político nem político algum.
 
Tratamento com a CLDF
Serão eleitos 24 deputados distritais que prometeram defender o interesse público. Estou totalmente aberto para debater pontos que sejam positivos à população. Vamos discutir e chegar a bom termo. Agora, interesses pessoais, não serão feito.
 
Segurança pública
O sistema de segurança público é integrado por vários elos, incorporações, agências, e todas elas são importantes no sistema. O agente de segurança precisa ser muito bem preparado, porque é uma atividade de risco e envolve a segurança do cidadão. Precisa ter equipamento e ser remunerado de acordo com a importância que tem para a sociedade. Se a policia civil está carente de equipamentos, não é nenhum favor do governador fornecer. É uma obrigação.
 
Desmilitarização da PM
Sou contra. Vivemos um momento em que mais de 60 mil brasileiros morrem violentamente por dia. Nós vamos fazer uma reformulação?  Não. Vamos fazer com que todos os meios funcionem. Não posso parar agora para acabar com uma polícia e começa-la do zero.
 
Saúde/ transtornos mentais
Hoje o DF tem vários centros que tratam transtornos mentais e muitos não funcionam. O SUS não tem funcionado de forma apropriada. Faltam médicos, faltam as equipes de apoio à família, faltam equipamentos. Se não está acontecendo este atendimento nas unidades básicas de saúde, acaba sobrecarregando os hospitais.
Precisamos colocar o SUS para funcionar novamente. Não é só a saúde mental que está desorganizada. Para podermos fazer com que ele funcione, é preciso fazer com que o SUS funcione.
 
Servidores da saúde
Se há uma sobrecarga e vemos isso em qualquer ação do Estado, é resultado da incompetência do Estado. A negligência é falta de motivação e os servidores da saúde devem ser valorizados. Se não incentivarmos a fazerem cursos, de melhorar suas performances, de não motivá-los, o serviço não vai funcionar.
 
Medidas para a saúde
As 167 unidades básicas de saúde precisam receber atenção imediata do governo. Precisamos colocar todas funcionando para que aqueles 80% comecem a ser atendidos no mais curto prazo e os hospitais recebam menos demandas.
 
Instituto Hospital de Base
Está baseado na administração do Hospital Sarah Kubitscheck. Seria demagógico criticá-la. Julgo que é necessário ao próximo governador fazer uma auditoria em cima dessa forma de administração para ver se está ou não dando certo. A missão é fazer com que o Hospital de Base volte a ser uma referência, como sempre foi.
 
BRB
O Banco não tem dado prejuízo, mas lucro. Não vejo nenhuma razão para privatiza-lo, mas vemos boas razões, até porque é algo que a gente traz na nossa característica de militar, tentar melhorá-lo. Tenho certeza de que o BRB pode fazer ainda mais à população do Distrito Federal.
 
Mulheres no mercado de trabalho
Hoje temos mais de 300 mil pessoas desempregadas. O papel do governo é criar empregos, independente se é homem ou mulher. Existe alguma lei que force os homens a ganharem mais que as mulheres? Não existe isso. Não vejo como o GDF pode interferir nesse ponto. O papel do governo não é este, mas sim daqueles que dependem do Estado.
 
Policiais em cargos administrativos
Não vejo necessidade em ter tantos seguranças. Depende do medo de cada um. Julgo que a prioridade não deve ser essa segurança tão poderosa em torno do governador, mas sim na rua, protegendo o cidadão. A prioridade da segurança pública deve ser para a população.
 
Desistência de Rollemberg em participar da sabatina
Perdeu uma ótima oportunidade de expor suas justificativas. Entendo que é uma oportunidade de comunicação com a população. Hoje gasta-se uma fortuna com propagandas e perde-se a oportunidade de dialogar com a sociedade.
 
Escola sem partido
Escola não é um lugar para se pregar ideologias, mas sim mostrar todas as ideologias. Isto deve ser colocado para eles sem nenhum tipo de viés de indicação ou de preferência. Ela é uma coletânea de normas que já existem. Educação se aprende em casa. Não identifico no Escola sem Partido nenhum viés político, religioso ou qualquer que seja.
 
Meritocracia
A recompensa financeira deve ser feita. No governo federal existe o cumprimento de determinadas metas, que dá direito ao estado de premiar essas conquistas. Vamos utilizar tudo isso à disposição dos servidores, para que eles produzam mais e se sintam motivados.
 
Políticas para as minorias
Neste quesito o candidato não apresentou proposta concreta, dizendo apenas que “todos são iguais perante a lei e perante Deus. Temos que tratar todos dessa maneira. Não é um favor ou escolha, é uma obrigação legal. Todos, independente de diferenças, devem cumprir a Lei”.
 
Privatização
Parto do princípio que o Estado não precisa ter empresas. Se não cumprem, dão prejuízo e existem interessados em transformá-las numa empresa melhor e que dê serviços melhores à população, vamos analisar a privatização.
 
Cronograma das sabatinas:
21/8 – Terça-feira
19h – Rogério Rosso (PSD)

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