Os desafios da educação para o Brasil

Os desafios enfrentados pelo Brasil na Educação foi a temática discorrida no segundo dia de debates do 11º Congresso dos(as) trabalhadores(as) em Educação Chico Mendes. Composta pela professora doutora em Educação pela UnB, Olgamir Amância, pelo professor doutor em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará, Eudes Raiman, e pelo professor e ex-reitor da UnB, José Geraldo de Sousa, a mesa trouxe como tema Os desafios da educação para o Brasil no contexto do golpe de estado e a lógica privatista do mercado neoliberal.
Segundo os palestrantes, a educação foi a primeira área atacada em todas as frentes, exemplo da (contra) reforma do Ensino Médio, do congelamento dos investimentos, da Escola sem Partido, da dilapidação das universidades públicas, a entrada das chamadas Organizações Sociais na educação pública e do sucateamento das universidades e escolas públicas como forma de justificar a privatização da educação. “A educação está no centro do golpe. O projeto do golpe é de atacar um modelo democrático e que visa a valorização do profissional e da educação, para consolidar esta política golpista imposta pelo governo Temer”, ressalta o professor José Geraldo.
Para Olgamir Amância, considerando a importância da educação, a discussão do tema nesse congresso é essencial. “Toda mudança deve ser feito pensando nas melhorias para o país, na educação. A resistência, hoje, é fundamental para que a democracia seja respeitada e que possamos barrar este golpe”. O professor Eudes Baiman finaliza dizendo que a área educacional está na alça de mira das medidas impostas pelo golpe. “O que vemos é a diminuição de verbas para a educação, medidas que modificam vários pontos, exemplo da BNCC e a reforma Trabalhista. Tudo isto destrói a força de trabalho e a busca por uma educação de qualidade”.
 
Tese 1 vence com mais de 80% dos votos
Na manhã dessa sexta-feira (17) foram debatidas as quatro teses apresentadas dentro do prazo estatutário. Após serem colocadas para a apreciação dos delegados e delegadas, foi escolhida como tese guia a de número 1, apoiada pela diretoria do Sinpro, que trouxe como tema: Lutar pela democracia, pela soberania nacional, pelos direitos do povo trabalhador, pela educação pública, gratuita, de qualidade, democrática, inclusiva, laica e para todos e todas. Estatutariamente, o Congresso avalia teses encaminhadas pela categoria e pela própria direção do Sindicato dos Professores.
Segundo o diretor do Sinpro Júlio Barros, que defendeu a proposta vencedora juntamente com o diretor do sindicato Jairo Mendonça, a tese destaca a conjuntura internacional, nacional e local, focando nas políticas educacionais. No Brasil, aprofunda-se o estado de exceção, com as manipulações que romperam a ordem democrática e constitucional, e representam, claramente, os interesses do capital financeiro combinados com um profundo desprezo pela ideia de nação, de identidade e de soberania. No quesito internacional, lembra Jairo Mendonça, a crise do capitalismo e a aplicação por parte de governos neoliberais e sociais democratas de planos de ajuste fiscal inspirados pelo FMI contra os direitos dos trabalhadores levou o povo a votar em partidos conservadores, abrindo espaço para eleição de governos e parlamentares antipovo.
“Colocamos para o plenário que este golpe midiático, jurídico e parlamentar tem um tripé, que era contra a classe trabalhadora. A prisão do presidente Lula e todo esforço empenhado pelos que orquestraram o golpe e pelo juiz Sérgio Moro para que ele não seja candidato é mais um processo do golpe, e precisamos lutar para que a democracia seja respeitada. Por tudo isso o conjunto dos delgados e delegadas compreendeu a nossa mensagem e obtivemos mais de 80% da votação”, ressaltou Júlio Barros.

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