Novos tempos, novos hábitos

Em tempo de COVID 19, o mundo começa a se portar diferente e cheio de possibilidades. Está tão diferente que podemos observar a natureza retomando seu caminho que tantas vezes foi lhe tirado. A título de exemplo, posso ressaltar algumas notícias que aparecem na mídia.   

Na África do Sul, no Parque Nacional Krueger, leões são encontrados tirando uma soneca numa rodovia em que tráfego de carros de turistas é constante e bem movimentada. Com a quarentena imposta pelo governo, sem turistas, os leões aproveitam para relaxar. 

Na Espanha, cabras das montanhas perambulam pelos vilarejos sem medo, pois, todos os habitantes estão em casa em quarentena.  

Satélites tiram fotos de lugares da Terra que há alguns meses estavam com manchas escuras, demonstrando poluição do ar. Agora, está limpo. 

Notícias demonstram o que há tempos ambientalistas denunciavam em suas pesquisas. A população humana cresce tanto que seu modo de vida tem interferido negativamente no ambiente terrestre.  

Modo de vida predatório que passa por cima de todos os ecossistemas que deveriam ser protegidos e respeitados. Um consumo desenfreado que atropela o bom senso e foge à responsabilidade com o saudável e sensato.  

A pandemia do COVID 19, nos mostra o que estava oculto, a catástrofe, que o futuro nos apresenta se continuarmos a vivermos da forma que estamos vivendo. 

Então, a conjuntura nos apresenta pelo menos duas alternativas: continuamos caminhando para a barbárie ou para um modo de vida justo e sustentável para todo o planeta. 

A barbárie é o caminho do Estado mínimo, do consumismo, do individualismo e da concentração do poder nas elites que nos leva à superexploração da maioria da população e à destruição do nosso planeta. 

Fica claro que a opção mais razoável é o modo de vida justo e sustentável, de um Estado comprometido com a inclusão dos trabalhadores e seus interesses na condução do poder e numa economia sensata e igual para todos. Na construção de novos hábitos que tenha como prioridade a Vida em todas as formas de manifestações no planeta, de forma sustentável, saudável e fraterna. 

Por Antonio Villarreal – Professor de história aposentado da Secretaria de Estado da Educação do DF

 

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