GDF antecipa reunião e negociações prosseguem nesta quinta-feira (15)

IMG-20150112-WA0023Acompanhada por dirigentes da CUT Brasília, a comissão de negociação do Sinpro esteve na manhã desta segunda-feira (12) em audiência com o governador Rodrigo Rollemberg, no Palácio do Buriti. Participaram também do encontro dirigentes do SAE-DF.
Rollemberg reafirmou o discurso de que não há dinheiro para saldar todas as dívidas de forma imediata, afirmando que quer manter diálogo permanente, “construir uma relação de franqueza para resolver os problemas da Educação, que não são poucos”. Segundo o governador, a ideia é montar junto com a secretaria de Fazenda e com o Sinpro um cronograma de pagamentos.
O diretor Washington Dourado enfatizou a revolta da categoria e o desespero que estão vivendo os(as) professores(as). “O pior é que o que está ocorrendo vai refletir na qualidade do ensino. Esta situação nos coloca num momento em que não é possível afirmar se o ano letivo terá início”, disse. Washington perguntou sobre a possibilidade de o GDF fazer empréstimos junto a bancos públicos para salvar as dívidas, no que foi respondido pelo secretário de Relações Institucionais do governo, Marcos Dantas. Segundo ele, não se pode contrair empréstimo para pagar salários. Por fim, o dirigente do Sinpro posicionou-se a favor de uma construção coletiva, “desde que não sejamos chamados apenas para receber notícias, ou pior, recebê-las pela imprensa”.
“Vivemos de gestos e nos preocupamos com movimentos que já foram feitos”, disse Rosilene Corrêa, lembrando a mudança unilateral e arbitrária do calendário escolar. “Foi uma decisão precipitada e causou um mal estar muito grande na categoria. Passamos meses construindo democraticamente este calendário. Do jeito que ficou, mais professores e alunos adoecerão ao longo do ano”. Visivelmente emocionada, Rosilene frisou que os(as) professores(as) precisam de datas, de um cronograma, para reorganizarem suas vidas. “É desumano o que está acontecendo. Precisamos de férias e não ficarmos acampados na Praça do Buriti exigindo o que nos é de direito”.
A comissão de negociação, integrada também pelos diretores Cleber Ribeiro Soares, Isabel Portuguez e Jairo Mendonça, reforçou a necessidade de o governo apresentar garantias de pagamento, “pois o governo não pode jogar o endividamento para a categoria; os(as) professores(as) não podem pagar por questões que não estão em sua alçada”.
De prático, o governador Rollemberg informou que os salários de dezembro entrarão nas contas de efetivos e temporários na noite de quarta-feira (14). Disse ainda que não vai considerar as dívidas como exercícios findos (se uma conta cai no fim de um governo, a parte trabalhadora perde os direitos acumulados em razão de o tempo previsto do orçamento ter se esgotado) e que o 13º salário continuará sendo pago no mês de aniversário do servidor, ponto já garantido pela Lei nº 840.
O governador declarou que está fazendo articulações junto ao BRB para que baixe a taxa de juros cobrada dos(das) professores(as). “Conseguimos reduzir de 2,8% para 1,9%”, disse. Em resposta, a comissão enfatizou que a taxa deve ser zero, vez que este imbróglio foi criado pelo próprio governo e não pela categoria.
Antecipada pelo governo, nova rodada de negociação – anteriormente marcada para a sexta-feira -, acontece nesta quinta-feira (15), às 14h30, também no Palácio do Buriti. 

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