Movimento #EleNao ganha força e repercute fora do país

No último sábado (29), protestos de mulheres e homens contrários à eleição do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), pipocaram nos quatro quantos do país. Logo no início do ato, 40 cidades em 10 estados já tinham registrado manifestações: Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Entretanto, a solidariedade e união foram muito além, culminando em um ato histórico protagonizado por mulheres. A luta contra o discurso de Bolsonaro, carregado de falas machistas, misóginas, homofóbicas e retrógradas, atravessou fronteiras e chegou a mais de 60 cidades pelo mundo.
Argentina, Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Austrália, Canadá e Inglaterra foram alguns dos países em que protestos foram registrados. Em Santiago, capital e maior cidade do Chile, aconteceu ato na praça Baquedano, na região central.
Além disso, a mobilização ganhou repercussão em renomados veículos de comunicação da imprensa internacional. Diversos jornais e portais de notícias publicaram matérias sobre a movimentação feminina de repúdio ao candidato.
O jornal português, Diário de Notícias, divulgou a proporção dos atos pelas cidades, em que a manchete dizia: “Contra o fascista Bolsonaro, elas marcharam pela democracia”. Já a BBC Internacional publicou vídeo com momentos do ato. Enquanto que o jornal El País internacional noticiou que: “centenas de milhares de brasileiras” participaram da movimentação contra o “ultra-direitista”.
Nas redes sociais as menções à causa alcançaram picos surpreendentes. De acordo com estudo do Laboratório de Estudos sobre imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o uso da hashtag  #EleNao, desde o início da campanha, teve 1 milhão de menções, #elenunca, com 390 mil. Se observadas só as referências contrárias a Bolsonaro, o que inclui as variáveis #elejamais, #elenaoelenunca, entre outras, as hashtags atingiram a marca de 1,2 milhão de tuítes.
Os artistas não ficaram de fora e também se posicionaram. Cantores (as), atores e atrizes, influenciadores (as) digitais fortaleceram o debate. Entre eles, artistas internacionais como Madonna, Ellen Page, Stephen Fry, Dan Reynolds, Alfonso Herrera e a banda americana Black Eyed Peas.
“Vivenciamos um período histórico da luta de mulheres e homens por direitos e democracia. A adesão de tantas pessoas mostra a todos e todas que o discurso conservador e preconceituoso de Bolsonaro representa retrocessos, por isso, é preciso resistir. Independentemente do resultado nas urnas no dia 7 de outubro, a luta do Sindicato dos Professores no Distrito Federal por direitos e contra todo tipo de preconceito seguirá firme”, ressalta a diretora do Sinpro-DF, Rosilene Corrêa.
Fonte: Sinpro-DF com informações El País

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