Luta dos professores e orientadores impede votação da reforma da Previdência

A luta dos(as) trabalhadores(as) no magistério foi fundamental para que a reforma da Previdência não fosse aprovada desde o seu anúncio, feito no final de 2016 pelo governo ilegítimo de Michel Temer. E esta luta tem garantido vitórias ao longo das últimas décadas, graças à mobilização e união dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais.
A Greve Geral Nacional da Educação foi um destes exemplos de luta. Unida contra a reforma da Previdência, a categoria deflagrou, no dia 15 de março de 2017, uma paralisação contra à proposta do governo de Temer de acabar com a aposentadoria, e também pelo cumprimento integral da Lei do Piso Nacional do Magistério. No Distrito Federal a greve durou 33 dias. E a adesão dos(as) trabalhadores(as) em educação tem sido maciça, com a mobilização cada vez mais forte contra esta e outras reformas do governo federal.
O entendimento dos(as) professores(as) e orientadores(as) é de que além de impor uma reforma desnecessária na Previdência, que visa atender aos interesses dos fundos de pensão privados nacionais e estrangeiros ligados ao sistema financeiro, penaliza a classe trabalhadora, sobretudo, a população mais pobre do país. Pune também as professoras e a categoria docente ao igualar as idades para aposentadoria e ao acabar com a aposentadoria especial.
Contrários a isto professores(as) e orientadores(as) em todo o País realizaram greves em seus estados e municípios, e o DF foi o penúltimo estado a sair desta greve (aproximadamente uma semana depois o estado de Goiás finalizou o movimento paredista). Em todos os momentos ao longo de 2017, e mesmo em 2018, em que a reforma da Previdência tentou ganhar musculatura para ser aprovada, o magistério público e os demais trabalhadores(as) se rebelaram para que ela não fosse aprovada. Ao longo deste caminho o sindicato mobilizou a categoria para mandar e-mail para os deputados, fato que fez com que o Sinpro fosse judicializado por parlamentares que não queriam ser cobrados pela sociedade. No entanto, nada intimidou o sindicato e os professores, que se mantiveram firmes.
E o sentimento foi o mesmo nesta segunda-feira (19). Durante o ato contra a reforma da Previdência, milhares de educadores tomaram as ruas de todo o país e disseram não à contrarreforma previdenciária. Foi graças a esta união, mobilização e à participação desta categoria que o governo federal recuou e tirou da pauta a votação sobre a reforma da Previdência. Mesmo diante deste recuo do governo ilegítimo de Michel Temer, o golpe continua no Brasil e nossa mobilização deve permanecer a mesma; afinal, as intenções golpistas permanecem.
Além de toda esta luta e de todo esforço dos professores e orientadores para impedir a reforma, a intervenção militar no Rio de Janeiro está colaborando para, momentaneamente, engavetar a votação. No entanto o Sinpro orienta a categoria a permanecer em alerta, já que o próprio governo federal anunciou que pode suspender a intervenção apenas para votar a reforma da Previdência.
Como estamos lidando com um governo golpista e que usa de estratégias sujas e antirrepublicanas, a categoria deverá se manter unida e em alerta para as chamadas do sindicato, porque a qualquer momento deveremos estar nas ruas novamente.
Chegou a hora da categoria começar a debater a agenda democrática e social para as eleições de 2018, uma vez que hoje temos uma vitória por não permitir que a reforma seja aprovada, mas ela é, ao mesmo tempo, uma vitória parcial, porque se as eleições deste ano alçarem ao parlamento e aos palácios governamentais pessoas que defendem esta reforma, podemos ter logo após as eleições o fim da Previdência Social e o fim da aposentadoria como a conhecemos.

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