Livro com informações lúdicas sobre o Coronavírus é lançado por professora da rede

A fonoaudióloga e psicopedagoga da Secretaria de Educação do Distrito Federal, Andréa Capucho, lançou nesta segunda-feira (18), de forma virtual, o livro Supermascarado x Corona Vírus. A obra infantil traz informações básicas e significativas sobre o Coronavírus, envolvido em uma historinha lúdica e educativa.

Atuando em Sala de Recurso, a professora já lançou outro livro, Meu amigo com deficiência auditiva, sempre utilizando da ludicidade para dialogar com as crianças.

O livro pode ser apreciado de forma digital clicando aqui.

Versão em Libras.

 

Confira abaixo uma entrevista com a professora Andréa Capucho:

Como surgiu a vontade de escrever sobre questões relacionadas à doenças e necessidades especiais?

Sou fonoaudióloga e pedagoga. Atuo em sala de recursos há 10 ano no CEF 01 do Varjão. Sempre tive paixão por crianças e pela educação. Tenho um filho com deficiência auditiva, motivo maior pelo qual senti necessidade de escrever, pois precisava contribuir levando informações aos alunos e professores sobre a DA, melhorando o mundo dele e de outras crianças com necessidades específicas. Entendo que a inclusão acontece com a capacidade da empatia e da informação.

Como a literatura pode ajudar no processo de conscientização e conhecimento?

A literatura possibilita que a informação chegue à criança, respeitando a idade, o interesse e a necessidade conforme o objetivo proposto.

Quais as maiores dificuldades da sociedade quando se depara com uma pessoa com alguma necessidade especial?

Na verdade, quando uma família descobre que um filho tem deficiência, ela descobre que existe um sistema deficiente. Falta de profissionais capacitados, tanto na educação quanto na saúde, falta de acessibilidade e informação social.

Por que abordar a Covid-19 de forma lúdica?

A informação sobre a COVID-19 é uma necessidade do momento. A criança precisa se proteger e, para isso, precisa saber o que acontece no mundo. Penso que isso deve acontecer de forma lúdica e educativa, para que possamos amenizar essa tensão e ela entender por que deve se proteger.

A senhora é professora de sala de recurso. Quais as grandes dificuldades e limitações?

As Salas de Recursos são compostas por excelentes profissionais e de suma necessidade para a rede. É um diferencial que deveria ter um olhar especial, pois diante de todas as dificuldades que a família encontra nos aspectos social e educacional, a Sala de Recursos é um conforto necessário para a vida desses alunos. O trabalho desse profissional não se restringe ao atendimento ao aluno, mas também à família e a todo o contexto educacional no qual está inserida, respeitando suas necessidades específicas para que ela se sinta inclusa. Contudo, necessita de uma escola com acessibilidade nos fatores físicos e tecnológicos, e prioridade na capacitação de profissionais regentes.

Tem projetos para o futuro?

Sim! Dar continuidade à coleção de livros “Meu amigo…”, pois lancei o primeiro (Meu amigo… com deficiência auditiva) em 2007, com perspectiva de escrever mais sobre outras deficiências, com foco sempre na inclusão.

Como o GDF poderia ajudar mais nas salas de recurso?

Investindo em um espaço físico acessível, tecnologia e capacitação profissional.

Como é o processo de aprendizado de estudantes destas salas?

O processo de aprendizagem é muito especifico, considerando sua deficiência e o grau de comprometimento de cada aluno. Mas todas as crianças se desenvolvem no seu ritmo e o aspecto social contribui muito. Entendo como uma troca enriquecedora entre alunos e professores.

Para muitos autores, a literatura ensina e também liberta. A senhora concorda?

A literatura leva o aluno a experiências diversas, com a arte e a cultura. Forma leitores e cidadãos críticos, contribuindo assim para liberdade de escolhas.

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