Indefinição envolvendo a merenda escolar da rede pública segue sem solução

Mesmo diante de denúncias de irregularidades na licitação para a contratação de empresa terceirizada para o fornecimento de merenda escolar para a rede pública de ensino do Distrito Federal, a indefinição envolvendo a merenda parece estar longe de chegar ao fim. Na última terça-feira (23) o deputado distrital Chico Vigilante entrou com representação junto ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e no Tribunal de Contas do DF (TCDF) denunciando um possível esquema ilícito na contratação de empresa que forneceria os alimentos às escolas.

Em fevereiro o Sinpro entregou uma carta ao Conselho de Alimentação Escolar, na qual se posiciona contra à terceirização da merenda. O posicionamento foi referendado por 100% das entidades presentes na reunião do Conselho, que também se posicionaram contrárias à privatização

Os problemas existentes na rede pública não podem ser justificativas para a terceirização, uma vez que o governo deve investir e melhorar a infraestrutura das escolas, das cantinas, dos refeitórios e da qualidade da alimentação escolar. Além disto, é dever do Estado manter e dar todo o suporte para o pleno funcionamento do programa de merenda escolar.   

Assim como os integrantes do Conselho de Alimentação Escolar, o Sinpro se posiciona contrário à terceirização por entender que é mais uma forma de sucateamento da educação pública e por delegar a terceiros o papel que deve ser garantido pelo Estado.

O sindicato continuará na luta por essa bandeira da escola pública, administrada por funcionários de carreira da Secretaria de Educação, e que a gestão pública tenha total transparência e valorize a agricultura familiar.

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