Incêndio no Caseb alerta para necessidade de investimento nas escolas

Na noite dessa segunda-feira (05), devido a um incêndio no arquivo do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Caseb, localizado na 909 Sul,  as aulas desta terça (06) foram canceladas.

Conforme informações, um vigilante do colégio notou as chamas e acionou o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) por volta das 19h. Com a chegada do socorro, a corporação conseguiu restringir o incêndio ao cômodo.

Não houve feridos no incidente, as causas ainda são desconhecidas e deverão ser esclarecidas logo mais, pela perícia. As aulas serão retomadas normalmente na quarta-feira (07).

Em vídeo divulgado por funcionários, é possível ver o momento em que as chamas destroem o local. A diretora do colégio lamenta a tragédia e alega que foi sorte o incêndio ocorrer no contra turno das aulas. No vídeo, também é possível escutar a diretora explicando que a estrutura estava velha, sucateada e há muito tempo sem reforma.

 

 

Para o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), o desastre é um alerta para a situação precária e preocupante em que se encontra inúmeras escolas do DF.  As unidades estão funcionando sem professores efetivos e muitas se quer receberam as verbas do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF).

Paralelo a esse cenário caótico, o governador Ibaneis Rocha (MDB) que já implementou a militarização em quatro escolas públicas, se preocupa em ampliar o projeto para mais seis escolas, sem qualquer dado oficial sobre o efeito da militarização, totalizando 10 unidades escolares.  Sendo que 668 estão largada às traças e, em quase oito meses de gestão, não houve nem ao menos sinalização de investimento nessas escolas. O projeto intitulado de gestão compartilhada é, na verdade, uma forma de esconder da comunidade escolar a falta de investimento e a situação calamitosa pode ser vista em outras escolas.

O CAIC  do Gama, por exemplo, foi interditado ano passado com risco de desabamento. Os estudantes foram alocados em outra escola para reconstrução da estrutura, porém,  até hoje a obras não começaram

Já a Escola Classe 410 de Samambaia que deveria estar interditada por risco de desabamento, está funcionando normalmente porque o GDF sempre solicita dilatação de prazo. A informação era de que a desocupação ocorreria em abril deste ano, porém, nada foi feito.

No CEF 01 Vila Planalto a situação não é diferente. Interditado em 2014, obra de reconstrução também não foi concluída.

A diretora do Sinpro-DF, Letícia Montandon esclarece que episódios como estes escancaram o descaso do governo com a educação e apontam para a necessidade urgente de melhorias e investimentos nas escolas. “Muitas unidades não recebem o PDAF como deveriam e não existe nenhum programa específico de reformas. A maioria estão com estruturas deterioradas, uma verdadeira tragédia anunciada. Precisamos urgentemente da contratação de mais profissionais, da presença permanente do Batalhão Escolar, de reduzir o número de alunos por turma, construir escolas atraentes, estruturadas, com quadras poliesportivas, laboratórios, bibliotecas, refeitórios bem como batalhar pelo cumprimento das metas do PDE. Nosso objetivo é garantir uma escola pública, laica e de qualidade socialmente referenciada para todos”, afirmou a sindicalista.

 

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