Ibaneis promete reformar as escolas com dinheiro do seu escritório de advocacia

Ibaneis Rocha é o candidato do MDB (ex-PMDB) ao Governo do Distrito Federal (GDF). Na Sabatina do Metrópoles, realizada na tarde desta segunda-feira (20), ele contou que seus pais vieram para Brasília melhorar de vida e que, graças a isso, ele nasceu aqui e teve condições de estudar e formar um patrimônio.
Com 47 anos, ele já foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Distrito Federal – e é o candidato, dentre os 11 que postulam o GDF, com maior patrimônio: R$ 93.720.602,57. Na sabatina, explicou as propostas e disse que a presença de Tadeu Filipelli na sua campanha não irá reduzir suas possibilidades de assumir o Palácio do Buriti.
Pelo contrário, acredita que os 75% da população do DF que ainda não decidiu em quem votar poderão dar uma chance a ele. Considera esse percentual uma oportunidade para apresentar ideias, sobretudo para quem não vem da política partidária.
Ibaneis integra a coligação denominada “Pra Fazer a Diferença” e diz que suas propostas não tem nada que ver com a do MDB de Michel Temer. Ele encabeça o grupo e tem como vice o presidente do Avante-DF, Paco Britto. A coalizão também conta com PP, PSL e PPL.
Ele prometeu gastar, do próprio bolso, R$ 5,6 milhões na campanha. “Já tirei o dinheiro e vou usar do meu patrimônio. Não vou usar fundo partidário”, anunciou. Ao se apresentar na sabatina, ele se definiu como um “cidadão indignado”. “Com essa indignação que venho entrar nesta campanha”, afirmou.
Educação
Questionado sobre os problemas da educação do Distrito Federal, Ibaneis se comprometeu a reformar todas as escolas públicas e disse que entende muito de construção civil. “Conheço o orçamento, sei o que dá para fazer. Reformarei todas em um ano”, prometeu.
Ele disse que parte dos recursoso financeiros para isso sairão do seu escritório de advocacia e não do Orçamento do GDF. Ele prometeu, durante a sabatina, que tudo que o seu escritório de advocacia receber com honorários decorrentes de ações como as que cobram o pagamento da terceira parcela do reajuste dos servidores será usado na reforma de escolas públicas.
“Com meus sócios, já foi deliberado que os honorários das ações dos servidores serão revertidas para a reforma das escolas”, disse. Comentou as metas do Plano Distrital de Educação (PDE) e salientou a necessidade de se investir em duas frentes: na valorização do professor e no ensino integral. “Temos de reconhecer que o professor precisa de uma carga horária menor, com formação específica para atender às crianças.”
Ressaltou que seu plano de governo é construído com as categorias. “O sistema que conheço de ensino é o que dá certo para o meu filho. Quero que a cidade tenha a educação que dou para o meu filho”, disse.
Saúde
Ele disse que o problema do governo Rollemberg é a má gestão. Denunciou uma série de desmandos no setor e prometeu retomar o modelo de fundação em vez de instituto, como o do Hospital de Base.
“O modelo criado pelo governo não conseguiu ser explicado para ninguém. Ninguém sabe o que é esse Instituto Hospital de Base. Esse modelo serve para mascarar as contas e beneficiar pessoas. É um modelo ineficaz”, afirmou.
Michel Temer
Ele tentou se desvencilhar da imagem negativa do presidente da República ilegítimo Michel Temer (MDB), o qual tem alto índice de rejeição. “Não sou do MDB, estou filiado ao MDB”, disse. Embora haja um golpe de Estado aplicado pelo PMDB, em 2016, em curso no país, que vem retirando direitos sociais, trabalhistas e até humanos do povo brasileiro, ele diz que “não tenho compromisso com os erros do passado”.
Na opinião dele, o partido político não comete crimes. “Quem os comete são as pessoas. Não se pode apontar para uma pessoa que acabou de se filiar e imputar a ela a responsabilidade desses erros. Os erros estão aí para serem apurados”.
Reajuste do funcionalismo
Questionado sobre a situação dos servidores público e do congelamento dos salários, ele disse que a última parcela do reajuste, que deveria ter sido paga em 2015, deverá ser prioridade em seu governo.
“Vamos tratar a questão do reajuste do funcionalismo a partir da transição. Conversarei com as categorias, criarei uma câmara permanente para debater esse assunto. Precisamos devolver à sociedade o direito de ter serviços públicos de qualidade”.
Segurança pública
Ibaneis Rocha destacou que, para acabar com o sucateamento das Polícias Civil e Militar é preciso mudar a política. “Crime em Brasília agora tem hora marcada. Vamos reforçar os quadros das polícias. Temos de ter uma situação de trato emergencial, recompor as carreiras, reabrir as delegacias de forma imediata e criar um instrumento de segurança pública que a população sinta a presença da polícia”, afirmou.
Ele comentou que, atualmente, a comunidade se ressente com unidades policiais fechadas. Ele prometeu reabarir as Delegacias de Polícia. “Sem delegacia aberta, a população não tem local para registrar ocorrências. Por isso, o governador Rollemberg fala a todo momento que está reduzindo os crimes”, criticou.
Com críticas ao governador Rodrigo Rollemberg, ele disse que acompanha o problema da segurança há oito anos. “O grande problema é que, nas últimas eleições, o DF elegeu o menos pior. Desta vez, Brasília não vai perder por W.O. Teremos uma eleição de verdade”.
Precatórios
Ele prometeu aos credores do GDF o pagamento de pracatórios – dívidas do Estado com o cidadão. “Palavras mágicas nunca aconteceram na minha vida. Está na Constituição que precatório tem de ser pago até 2020.
Vamos ter de sentar com o BRB [Banco de Brasília] e criar um grande fundo de investimento. Tem muitos investidores que querem a compra desses precatórios, basta que o governo queira”, prometeu.
Economia
No entendimento de Rocha, a economia da capital federal tem que voltar a gerar emprego, renda e impostos. “Não podemos depender apenas do Fundo Constitucional para pagar segurança pública”. Ele considera o DF, após o governo Rollemberg, uma “terra arrasada”, e assegura que qualquer candidato que chegar ao Buriti irá fazer melhor do que o atual governo.
“Em um governo no qual eu estiver à frente, o servidor será valorizado. O que eu prometer será cumprido”. Ele diz que não há a possibilidade de ele privatizar o Banco de Brasília, pois um banco privado não investiria em áreas, como o agronegócio, devido a características do Distrito Federal.
“O BRB não pode ser privatizado. Brasília é uma unidade da Federação que tem peculiaridades diferentes de qualquer outro lugar. O banco será instrumento de renda e criação de emprego”, afirmou.
Quando falou das instituições públicas, Ibaneis criticou a seletividade da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) ao promover derrubadas no Distrito Federal. Ele classificou o órgão como um “monstro que está engolindo a cidade e perseguindo as pessoas. Não pode continuar sendo a Agefis do mal”, criticou.
Cronograma das sabatinas
20/8 – segunda-feira
9h – Alberto Fraga (DEM)
10h30 – Renan Rosa (PCO)
14h – Júlio Miragaya (PT)
15h30 – Ibaneis Rocha (MDB)
19h – Alexandre Guerra (Novo)
20h30 – Fátima Sousa (PSol)
21/8 – terça-feira
9h – Eliana Pedrosa (Pros)
10h30 – Rodrigo Rollemberg (PSB)
14h – Antônio Guillen (PSTU)
15h30 – Paulo Chagas (PRP)
19h – Rogério Rosso (PSD)

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