Governo Rollemberg quer paralisar serviços públicos

Ao que tudo indica, o governo Rollemberg quer mesmo paralisar os serviços públicos e deixar a população na mão, vez que está empurrando os servidores para a greve – cada vez mais iminente.
Ontem (26/10), o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, afirmou em entrevista coletiva que, caso não entre mais dinheiro no caixa, no quinto dia útil do mês, data da quitação dos salários, ainda faltarão R$ 76 milhões ao GDF para arcar com as despesas de pessoal do mês.
O Refis é a grande aposta da equipe de Rollemberg para tentar salvar os pagamentos dos servidores neste ano. No ano passado, o Refis rendeu R$ 450 milhões aos cofres públicos. “Se tivermos pelo menos R$ 200 milhões neste ano, teríamos o pagamento da folha deste mês e do próximo em dia”, exemplificou.
Além do risco do não pagamento do salário do mês de outubro, some-se a isso a reiterada fala de que não há previsão para cumprir as leis, ou seja, pagar os reajustes de 32 categorias de servidores públicos e quitar os passivos trabalhistas junto aos aposentados.
Férias comprometidas – Conforme publicado no Jornal de Brasília desta quinta-feira (27/10), as férias coletivas dos profissionais da Secretaria de Educação também estão ameaçadas, de acordo com Sampaio. “Esta já é uma preocupação. Vamos fazer todo o esforço necessário para fazer o pagamento”, frisou o secretário.
Apesar do eterno discurso de carestia do Buriti, o movimento das categorias projeta adiante a concretização de greves gerais.
Jogo duro – O diálogo com as categorias tem sido substituído pela postura mais dura e intolerância às greves. Depois de a Câmara Legislativa ter derrubado um decreto do GDF que punia os servidores que aderissem às paralisações, o governo diz que o texto já está amparado por lei federal e que vai, sim, aplicar o conteúdo do decreto. Entre outras medidas, cortará o ponto dos grevistas.
“Os servidores que entenderam que devem fazer greve, e é legítima essa pressão junto ao governo, têm direito. Mas o governo também tem o direito de não fazer o pagamento, uma vez que o serviço não foi prestado”, reiterou Sampaio.

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