GDF se omite e greve dos rodoviários continua

Mesmo diante dos impasses colocados pelo GDF, rodoviários decidem manter a greve. O Secretário de Mobilidade Urbana do Distrito Federal, Carlos Henrique Tomé, declarou à categoria que o GDF não vai se meter nas questões da greve, isentando completamente o governo de suas responsabilidades com o transporte público e com o contrato com as empresas de ônibus.
Devido à ação dos patrões, o TRT tentou limitar a mobilização dos trabalhadores. O Sindicato dos Rodoviários do DF (Sittrater) foi notificado pelo tribunal com a determinação de que 70% da frota deveria rodar na greve, iniciada nesta segunda-feira (8), durante o horário de pico, e 50% no resto do dia, para atender os passageiros. Caso contrário, seria aplicada multa de 100 mil reais ao Sindicato por dia de paralisação.
Em audiência de conciliação, realizada no dia 1°, representantes das empresas chegaram a propor apenas a reposição nos salários correspondente à inflação do período, de 8,34%, sem ajuste no valor do auxílio-alimentação. A categoria reivindica 20% de reajuste salarial, 30% nos tíquetes alimentação, além de plano de saúde familiar.
“O Estado, responsável pela mobilidade da população, está sendo omisso neste cenário grave de desrespeito à classe trabalhadora”, disse o secretário de Comunicação do Sittrater, Marcos Junio Duarte, ao se referir à omissão do GDF, à falta de negociação e à pressão contra o direito de greve dos trabalhadores.
“A categoria permanece resistente às falsas tentativas de negociação das empresas, que propõem aumento salarial irrisório aos trabalhadores da capital federal, onde o custo de vida é altíssimo e as condições trabalhistas intensificam a desigualdade social”, completa Jorge Faria, presidente do Sindicato

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